Guerra civil no Rio de Janeiro: PCC e ADA unidos contra o CV – Marcola versus Fernandinho Beira-Mar

PCC e ADA unidos contra o CV – Marcola versus Fernandinho Beira-Mar.

Guerra civil total ocorre agora na cidade do Rio de Janeiro. Os chefes das organizações narcoterroristas PCC e ADA, Marcola e Celso Russo.

OUÇA:

Como a guerra entre PCC e Comando Vermelho vai afetar a sua segurança.

21.10.2016 –

ZOIÃO: Marcola, a penitenciária de Boa Vista, em Roraima, e Fernandinho Beira-Mar: eles voltam à guerra, após três anos de parceria, pela conquista de US$ 150 milhões anuais.

ZOIÃO: Marcola, a penitenciária de Boa Vista, em Roraima, e Fernandinho Beira-Mar: eles voltam à guerra, após três anos de parceria, pela conquista de US$ 150 milhões anuais.

Incontável número de vezes pergunto a ladrões e traficantes, presos, por que enveredaram pelo mundo do crime. Espero por respostas que me transportem a novas e profundas reflexões sociológicas e psicossociais. Profundas? Tolice. O que vem é raso: “sou zoião”. Não é difícil compreender que esse chulo aumentativo da palavra olho, utilizado nas cadeias, significa então o indivíduo que quer ter muito, sem trabalhar nada. Pergunto também por que bandidos se matam tanto entre si, uma irracionalidade, já que têm a lei que desacatam como inimiga em comum – isso não significa o delinquente adquirir a dimensão da consciência política nem se transformar no “rebelde primitivo” descrito pelo historiador britânico Eric Hobsbawm. A resposta, novamente, é pouco original: “bandido mata bandido porque é zoião”. Trata-se, mais uma vez, de um querendo tomar o que é do outro. Pois bem, essa é a causa das atuais rebeliões no País, sobretudo em penitenciárias de Roraima, Rondônia e Acre, e que até a quinta-feira 20 deixavam um rastro de 30 presidiários mortos por degola, fogo ou facada – todos assassinados pelos próprios presos.

Desde que o mundo é mundo e desde que ladrão é ladrão, são frequentes as disputas entre quadrilhas, nas ruas ou em instituições fechadas. Há, no entanto, perigosas diferenças entre os conflitos corriqueiros e a guerra nacional que agora toma corpo no sistema penitenciário, opondo as famigeradas organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), figurantes entre as mais poderosas da América Latina. O PCC é comandado por Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado a 234 anos de prisão; o CV é liderado por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, com condenação de 430 anos. Ambos se abastecem do narcotráfico pesado, ambos são donos de poderio bélico que inclui armamentos capazes de abater helicópteros e pequenos aviões. Em suma: em relação a tais facções, os demais conflitos viram coisa de transgressor rastaquera.

O embate do PCC com o CV ocorre pelo domínio do tráfico na fronteira com Colômbia, Bolívia e Paraguai, e está-se falando de uma movimentação financeira anual na casa dos US$ 150 milhões (sedutora menina dos olhos para qualquer “zoião”). O mais assustador a nos ameaçar com a “anomia social” (Émile Durkheim), no entanto, é o fato de que essa guerra vai engolfar praticamente todas as cadeias do Brasil (700 mil presidiários), e isso é inevitável porque elas são dominadas ou por uma ou por outra dessas organizações. Mais: a guerra virá para as ruas, e também isso torna-se inevitável, porque, aqui fora, é que o narcotráfico se organiza para abastecer as penitenciárias. O perigo maior, assim, não são os líderes do PCC e do CV – eles estão presos e que briguem. O grave são seus tentáculos que atravessam os muros, porque é aqui, nas ruas, que se dá o choque armado pelo monopólio das biqueiras (local que vende drogas): lembremos de Ipanema encoberta por recente tiroteio nos morros do Pavão-Pavãozinho.

“Temo confrontos dentro e fora dos presídios, e com dimensões nacionais”, diz o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. “A harmonia entre PCC e CV acabou”, sentencia um dos mais eficientes penitenciaristas do Brasil, Lourival Gomes, quatro décadas de experiência nessa área e secretário da Administração Penitenciária de São Paulo. Ainda que fosse possível isolar em presídios federais os principais membros das duas facções, como dar conta dos integrantes do PCC e do CV na sociedade em geral? Corremos, sim, o risco de ficarmos emparedados por tiroteios e atentados. O crime organizado passeia em praça pública e até já tenta a sorte nas urnas eleitorais da vereança – como tentou o PCC quando também era Partido da Comunidade Carcerária.

O CV nasceu no presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, fruto podre do contato entre presos comuns e presos políticos da luta armada, na década de 1970. Os muito românticos da esquerda daquela época julgaram que surgia um movimento em prol da justiça social. Bobagem, o CV traficou desde bebê. O PCC veio à luz em 1993, na Casa de Custódia da cidade paulista de Taubaté, em resposta ao massacre do Carandiru. Seu lema “igualdade, liberdade, fraternidade, paz e justiça” (pobre Revolução Francesa!) foi apenas fachada para também traficar. Ambas tiveram diversos chefões, mortos em sucessivos banhos de sangue, até que Fernandinho Beira-Mar e Marcola tomaram o poder. O primeiro desentendimento entre eles veio em 2005, quando o PCC expulsou o CV da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, e só em 2013 a paz foi refeita numa reunião de lideranças. Estabeleceu-se então nova parceria comercial, agora mais uma vez rompida. Os integrantes dessas facções se tratam por “irmão” e chamam de “população” os presos que as rejeitam. Trabalhador honesto é designado como “otário”. Sem dúvida, tal classificação do crime organizado ajuda a medir o risco que estamos correndo. Como disse o secretário Lourival Gomes, “a guerra recomeçou”.

Sequestro e Dia das Mães

O terror tomou conta de São Paulo e de diversas cidades paulistas na noite de 12 de maio de 2006, uma sexta-feira, antevéspera do Dia dos Mães – essa data, a do Dias das Mães, é importante nessa história porque ela irá desconcertar, como ao final revelaremos com exclusividade, algumas autoridades. Materializado numa série de atentados que seguiram a tática de guerrilha urbana (atuar em diversos pontos ao mesmo tempo), o terrorismo foi promovido pelo PCC sob as ordens de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado há 234 anos de prisão por roubos a bancos, tráfico de drogas e assassinatos. O triste saldo: 90 mortos somente em São Paulo, 298 se contarmos Espírito Santo, Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Na capital paulista centenas de ônibus foram incendiados. A motivação, segundo investigação de órgão ligado a ONU, é que policiais sequestraram um enteado de Marcola e extorquiam-lhe dinheiro. Numa das negociação com o criminoso, autoridades pediram-lhe que interrompesse os ataques porque o domingo, 14 de maio, era Dia das Mães. Marcola respondeu: “Mãe? Eu nunca soube o que é ter mãe na vida”. O diálogo nasceu morto. [FONTE: ISTOÉ]

Fotos: Rogério Cassimiro/Folhapress; REUTERS/JPavani; Ricardo Borges/Folhapress

Após racha, facções do Rio e de São Paulo enviam recados aos criminosos de cada bando.

Guerra civil no Rio de Janeiro: PCC e ADA unidos contra o CV.

(30.10.2016) – Os últimos 35 anos de governos esquerdistas no Rio de Janeiro acabou causando uma falência total do Estado e a ocupação das favelas da cidade por organizações narcoterroristas, todas elas ligadas ao Foro de São Paulo. O caos está oficialmente instaurado. Segundo a denúncia, Marcos William Camacho, o Marcola, quer aproveitar a falência total do Estado e da segurança pública para ocupar o máximo de favelas comandadas pelo Comando Vermelho, fazendo a Rocinha o seu principal Q.G. operacional para distribuir o dinheiro, armamentos e munições para as guerrilhas urbanas.

O medo dos policiais é de que eles não suportarão essa guerra entre os grupo narcoterroristas, e a situação irá piorar principalmente para os seus familiares que moram em morros comandados pelo CV. É o Foro de São Paulo no poder através dos seus grupos de guerrilha urbana.

JUIZ ODILON DE OLIVEIRA EXPLICA A LIGAÇÃO DE PCC COM FARC, DO FORO DE SÃO PAULO

Juiz Odilon de Oliveira fala de PCC, FARC, Foro de São Paulo

Entrevista ao Jornal CORREIO DO ESTADO do Mato Grosso do Sul, em 13.05.09 Aug 21st, 2009 11:33 pm

1) CORREIO: O PCC ainda está em atividade no Brasil?

ODILON: Fundado em 31/08/1993, no interior de São Paulo, essa facção criminosa não se encontra presente apenas no Brasil. Está em franca e crescente atividade também em outros países da América do Sul, como Bolívia e, principalmente, Paraguai. O grupo mantém fortes contatos também com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Está cada vez mais bem estruturado com pessoal, armamento, recursos financeiros e disciplina. Estima-se que de cada cinco dos 440 mil presos do Brasil um seja membro do PCC. A maior incidência está no Estado de São Paulo, assumindo Mato Grosso do Sul, por conta do Paraguai e da Bolívia, a segunda posição. A facção teria um exército de mais ou menos 84 mil integrantes. As FARC, grupo terrorista colombiano fundado em maio de 1964, possuem apenas 10 mil integrantes. Outro perfil do PCC, além de sua finalidade econômica, é de natureza terrorista.

2) CORREIO: O Senhor acredita que o PCC tenha participado do assalto à residência do prefeito de Campo Grande?

ODILON: Tenho quase certeza. Campo Grande, Dourados e a fronteira com o Paraguai possuem grande concentração de integrantes dessa facção, presos e também em liberdade. Anderson, nominado pela imprensa, realmente consta da lista de integrantes do PCC, ocupando, nesta capital, função de destaque. O assalto certamente teve duas finalidades: uma de natureza financeira e outra de cunho auto-afirmativo. Essa organização, a exemplo de outras, como o Comando Vermelho, para manter-se e ampliar seus domínios, precisa de recursos e seus membros subalternos guardam a obrigação normativa e moral de provar suas audácias contra autoridades. Isto serve de recado para o Poder Público.

3) CORREIO: O PCC tem condições para repetir os ataques de 2006?

ODILON: Tem potencial e disposição. Naquele ano, foram 1.032 ataques violentos, com um saldo de centenas de mortos, dos quais 119 policiais e agentes penitenciários. No mesmo ano, o terrorismo, no mundo todo, produziu 14 mil ataques e 20 mil mortes. Em 2008, havia um plano de ataques semelhantes, a ser executado nos dias anteriores às eleições, com conotações visivelmente políticas como fora em 2006. Não se concretizou porque, descoberto o plano, as autoridades adotaram providências preventivas, nulificando os atos preparatórios. O PCC vai continuar desafiando o Estado repressor.

4) CORREIO: Isto significa que o PCC está competindo com o Estado?

ODILON: Significa que a facção, por conta da generosidade das leis e da permissividade dos encarregados de aplicá-las, está afrontando a todos. Até o Exército, com todo o seu poderio e o respeito que impõe, foi recentemente vítima da ousadia dessa organização (roubo de armas de um quartel de Caçapava/SP e assalto a uma agência bancária situada no Quartel General do Exército, em Brasília-DF). De 2001 para cá, os ataques a fóruns estaduais, no Estado de São Paulo, inclusive com explosivos, foram muitos. O PCC desenvolve dois tipos de criminalidade: a) institucional ou concentrada, onde se agrupam os delitos cujo controle está centralizado em sua cúpula, como os grandes assaltos, ataques a repartições, assassinatos de certas pessoas, rebeliões, certos seqüestros; b) esparsa ou incidental, onde se colocam todos os crimes para cuja execução não é necessário “salve” ou autorização da cúpula. O controle não é concentrado, dando-se por iniciativa e responsabilidade individuais ou de um grupo do partido. O produto se destina ao custeio de mensalidades devidas à facção e à subsistência dos próprios autores.

5) CORREIO: O que leva o PCC a se expandir pela América do Sul?

ODILON: A facção objetiva subir os degraus da criminalidade, preferencialmente adquirindo feições terroristas. Para isto, é necessário expandir seus domínios sobre uma base territorial cada vez maior. O grande atrativo do PCC no Paraguai, Bolívia e Colômbia são as drogas, notadamente a cocaína. Suas fontes de rendas são drogas, seqüestros, mensalidades, assaltos a bancos, a carros-fortes, cargas, investimentos etc. Com relação ao Paraguai, há outros atrativos: esconderijo, compra de armas, pistolagem e lavagem de dinheiro. Muitos cometem crimes no Brasil e fogem para aquele país, dificultando a ação da justiça brasileira. A aquisição de armamento para estruturação e para revenda é uma constante. Crimes de pistolagem rendem dinheiro para o pagamento de mensalidades ao grupo. Há inúmeras casas de câmbio, no Paraguai, sem controle rígido, para lavagem.

6) CORREIO: O PCC tem praticado sequestros no Paraguai?

ODILON: Vários. Em 2001, o PCC e o Partido Pátria Livre, do Paraguai, sob a liderança das FARC, seqüestraram Maria Edith, esposa de um empresário da construção civil. O resgate foi de 1 milhão de dólares. O Brasil deu asilo a três dos seqüestradores: Juan Arron, Anuncio Martí e Victor Colmán. Uma vergonha! Em 2004, a vítima foi Cecília Cubas, filha do ex-presidente Raul Cubas. Foi pago resgate de 800 mil dólares, mas a vítima foi assassinada no cativeiro. Em maio de 2007, sob a liderança do brasileiro Valdecir Pinheiro, do PCC, a vítima foi o japonês Hirokazu Ota, chefe da Seita Moon, naquele país. Valdecir, morto pela polícia paraguaia em 2008, era acusado de mais nove seqüestros no Paraguai. Somente em 2007, o Paraguai registrou mais de sete seqüestros com suspeita de participação de brasileiros.

7) CORREIO: Que interesse tem as FARC em relação ao PCC?

ODILON: As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia possuem uma ideologia marxista, à falsa pregação de buscar uma sociedade igualitária, sem classes, gerenciada por um poder proletariado. A materialização dessa ideologia depende de um programa e a implantação deste necessita de receitas. Quarenta e cinco por cento da receita das FARC provêm de cocaína, vendida para o mundo todo. O Brasil, nesse cenário, é um grande cliente da Colômbia. O PCC negocia cocaína diretamente com as FARC e até lhe fornece armas saídas do Paraguai. Aquele grupo terrorista, buscando sua expansão nos demais países da América do Sul, difunde sua ideologia e procura reconhecimento político. Os laços mantidos com outras organizações, como o PCC e o PPL (Partido Pátria Livre) do Paraguai, fazem parte das relações internacionais cultivadas pelas FARC. Um dos benefícios obtidos está no fato de o Brasil haver concedido mais de 400 asilos políticos, desde o primeiro Governo Lula, a guerrilheiros colombianos.

8) CORREIO: Por que o senhor classifica o PCC como grupo terrorista?

ODILON: Terrorismo não é somente aquele ato de fundo religioso. Divide-se em duas grandes vertentes: o terrorismo islâmico, existente apenas nos países seguidores do islã, embora ataque fora também, e o não islâmico. O primeiro é motivado por um conflito ideológico e normativo entre os costumes orientais e os ocidentais.

Sua ala fundamentalista, de que faz parte a ALQAEDA, de Bin Laden, pretende criar uma república mundial islâmica ou, pelo menos, não permitir que os costumes ocidentais influenciem a ideologia islâmica. Uma utopia. O terrorismo não islâmico também se subdivide em nacionalista (separatista ou político), político administrativo, étnico e moral. Diferente do islâmico fundamentalista, o nacionalista tem uma atuação territorial delimitada. O ramo separatista busca uma pátria, independência territorial, política e administrativa. O Hamas quer um Estado palestino em relação a Israel. O ETA, o IRA e os Tigres Tâmeis do Sri Lanka também são exemplos. Já o nacionalista político deseja apenas mudar a forma (república/monarquia) ou o sistema (presidencialismo/parlamentarismo) de governo, a forma de Estado (unitário/federativo) ou ainda o regime político (democrático/autoritário).

As FARC não querem dividir o território colombiano nem o Sendero Luminoso deseja isto no Peru, mas apenas a implantação de um regime marxista-leninista (comunismo). O Brasil viveu vários exemplos desse tipo de terrorismo, em torno de oito organizações, como a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária – capitão Lamarca, Dilma Roussef), ALN (Aliança Libertadora Nacional – Carlos Mariguella) e o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro – Fernando Gabeira, Franklin Martins). O político administrativo, normalmente com finalidade econômica, volta-se apenas contra o Estado repressor, atacando o Judiciário, o Ministério Público, o sistema penitenciário, pessoas, repartições. Sempre o faz com o intuito de remover de seu caminho o que compreenda como obstáculos a seus objetivos. Quando mata uma autoridade ou ataca um fórum, o objetivo não se esgota com esse resultado. Na verdade, esse é um meio para remover de sua frente o Estado repressor. Qualquer pessoa (João, José ou Pedro) exercente daquele cargo morreria. O fim não é matar a pessoa física, mas atingir o Estado. É diferente de um assassinato comum, onde a vontade do criminoso se esgota com a morte do desafeto. O PCC se enquadra nesta modalidade.

9) CORREIO: O que se deve fazer para combater o PCC?

ODILON: Primeiro, não pensar que o PCC está morto ou brincando. Segundo, é preciso conhecer, a fundo, o DNA dessa organização, edificando-se um mosaico completo a seu respeito. Por fim, reprimí-lo sem piedade. O Estado não deve se ajoelhar diante de bandidos. A liberdade das ruas e praças deve ficar reservada às pessoas de bem. Lugar de vagabundos é na cadeia. Só isto.

Odilon de Oliveira – Juiz Federal, Campo Grande-MS

[FONTE: ISTOÉ / RÁDIO VOX]

Comentário:

No pior momento da história do Rio de Janeiro, com a violência aumentando brutalmente por conta da redução do policiamento e com o Estado sem dinheiro para a segurança, PCC e Comando Vermelho declararam guerra. As autoridades temem um banho de sangue nos presídios do Rio como já começou a ocorrer em alguns estados. Mas quero alertar que o problema é muito mais abrangente. Não tenham dúvidas de que essa guerra de facções não vai se restringir ao sistema penitenciário. Vão acontecer tentativas de tomar territórios dos rivais, guerras nos morros e favelas. E justamente no momento em que o poder de reação das polícias está enfraquecido. Caveirões e helicópteros parados por falta de manutenção, policiais desmotivados, sem coletes, armamento adequado e munição. Podem se preparar porque a situação da violência vai piorar.

MAIS…

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