PEC 241 ou PEC 55 é cavalo de Troia que joga dinheiro público na mão da elite financeira!

NA PRÁTICA O QUE ELA FAZ?

  • SAÚDE PÚBLICA: Se a PEC 55 tivesse sido aprovada, o orçamento da saúde que no ano de 2016 foi de R$ 102 bilhões seria de R$ 65 bilhões.
  • EDUCAÇÃO: Com a educação a redução ainda é mais grave os recurso foram de R$ 103 bilhões seriam apenas 31 bilhões.
  • SALÁRIO MÍNIMO: Se a PEC 55 tivesse sido aprovada, o salário mínimo que hoje é de R$ 880,00 seria de R$ 550,00.
  • PROGRAMAS SOCIAIS: Serão cortados ou extintos, pois deixaram de ser prioridade para o governo golpista.

PEC 55 ESCONDE O PRIVILÉGIO PARA O SETOR FINANCEIRO. ENTENDA:

OU 

Se a PEC 241/2016, agora com outro nome PEC 55 passar definitivamente no Senado Federal, será o começo do fim para o pobre desse país. Saúde virará um caos. Educação vai falir de vez… Olha, se você é pobre, utiliza sistema público de saúde e tem filho em escola pública, se prepara: os 20 anos do governo Temer serão medievais.

O povo tem que tomar as ruas. Essa é a hora!

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PEC que limita gastos é aprovada em comissão do Senado sob protestos.

(09/11/s016) – A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou nesta quarta-feira (09/11/s016) a PEC que estabelece um limite para os gastos do governo por vinte anos. A proposta é uma das prioridades da gestão Michel Temer no Congresso em 2016. Essa é a primeira etapa da tramitação da proposta cuja próxima fase é a apreciação do plenário. [LEIA AQUI: FOLHA DE S. PAULO]

URGENTE! Consultoria do Senado conclui que PEC 55 (PEC 241) é inconstitucional.

(07/11/s016) – A Consultoria Jurídica do Senado concluiu que a PEC 55 (antiga PEC 241) é inconstitucional e sua tramitação deve ser interrompida imediatamente. O presidente do Senado, Renan Calheiros, ainda não se pronunciou sobre o assunto! [LEIA AQUI: PLANTÃO BRASIL]

Informação:

PEC 241 ou PEC 55 e a PLC 257: O Brasil de volta à escravidão!

Vamos primeiro analisar do que trata o projeto de lei complementar 257. De autoria do presidente Michel Temer, o projeto inclui a obrigação dos estados e municípios cortarem vários direitos dos servidores públicos e dos militares:

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1 – Aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%.

2 – Proíbe o aumento de salários, inclusive de aposentados e pensionistas.

3 – Proíbe progressão na carreira.

4 – Proíbe concurso público ou o chamamento dos já aprovados em concursos.

5 – Acaba com os quinquênios e anuênios.

6 – Acaba com a licença-prêmio

7 – Incentiva a demissão voluntária

8 – Proíbe receber em dinheiro as férias e licenças não gozadas.

Esses são alguns pontos, que ligados à mudança introduzida pela PEC 241, trará ao Brasil um verdadeiro apartheid social já que a concentração de renda vai se ampliar e os trabalhadores que “ousaram” melhorar de vida e exigir serviços públicos de qualidade serão atirados de novo à senzala.

Prestem atenção, isto está sendo feito com uma mudança constitucional no caso da PEC 241, e determina o congelamento dos investimentos públicos pelos próximos 20 anos, ou seja, até 2036. As consequências para o país e os trabalhadores serão fatais, caso seja aprovada em segunda votação na Câmara, e depois Senado. Observem o cálculo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, caso a PEC estivesse valendo desde 2006. Em 2016 o orçamento da saúde foi de R$ 102 bilhões. Pela nova regra da PEC, ele teria sido de R$ 65 bilhões. Na educação o dado é ainda pior. O atual orçamento de R$ 103 bilhões cairia pelas regras da PEC 241, para R$ 31 bilhões. Agora o mais grave, o estudo realizado pela FGV mostra que o salário-mínimo que hoje é de R$ 880, pelas regras da PEC seria de no máximo R$ 402. Agora é só fazer os cálculos como será daqui a 20 anos, período de vigência da lei proposta.

A política de reajuste do salário-mínimo, que foi disparada a melhor maneira de distribuição de renda do último período será sepultada. O artigo 104 da PEC, apresentado com emenda, prevê expressamente o veto a aumentos salariais e congelamento de salários de servidores.

O argumento sempre repetido pelo presidente Temer e o ministro Henrique Meirelles, e propagado na mídia pelos serviçais do capital financeiro, como Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardemberg e outros menos ilustres, é que o Brasil precisa conter a dívida pública, considerada o maior problema nacional. De fato a dívida pública em relação ao PIB vem crescendo no Brasil. Hoje alcança 66,2% do PIB. Nos Estados Unidos essa proporção é de 104%. Na União Europeia, segundo dados que levantei, é de 90%, e mesmo na Alemanha, um país que pratica uma austeridade fiscal invejável, alcança 75% do PIB, portanto todos acima da realidade brasileira. Um detalhe importante: nenhum desses países ou regiões resolveu congelar salários e investimentos por 20 anos. Só um país como o Brasil, que venho repetindo há anos, está “sequestrado” pelo mercado financeiro seria capaz de adotar uma medida como essa. É simples entender o que vai acontecer.

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É de supor que a retomada do crescimento econômico do país vai ocorrer em algum momento nos próximos 20 anos. Com o crescimento virá o aumento da arrecadação, mas como o orçamento estará obrigatoriamente congelado pela PEC, esse aumento não poderá ser destinado nem a investimentos sociais, nem a salários. Para onde irá então? Para parte da despesa que não está afetada pelo texto da PEC 241, o pagamento de juros da dívida pública ao capital financeiro. Entenderam? Toda a receita resultante do crescimento da economia será apropriada para remunerar bancos e demais detentores dos títulos do Estado. Isso é escandaloso. Pior ainda é como isso está sendo feito. Imaginem que um presidente, que não foi eleito, está definindo uma política econômica para os próximos quatro presidentes da República, já que ele incluiu na Constituição, e que só poderá ser mudado por 3/5 dos votos da Câmara, assim não interessa quem seja o presidente nos próximos anos.

Michel Temer que chegou ao poder por via indireta já decidiu o futuro do Brasil pelos próximos 20 anos. É chocante chamar isso de democracia. Mais chocante ainda é a mentalidade preconceituosa que tomou conta do Congresso Nacional. Durante a justificativa de voto ouviu-se todo o tipo de besteira, mas a mais escandalosa e sincera foi a do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP): “Esse negócio de ficar pagando FIES é uma besteira, quem não tem dinheiro não faz universidade”. E completou: “Os meus filhos têm e vão fazer (universidade)”. Se o povo brasileiro não acordar antes da votação em 2º turno das duas medidas não sei o que será do Brasil. (Via: Blog do Garotinho)

A PEC 241 ou PEC 55 é cavalo de Troia que joga dinheiro público na mão de banqueiro.

Economista Maria Lúcia Fattorelli explica que figura de empresa estatal dependente, para a qual não haverá teto, funcionará como cavalo de Troia para drenar recursos do Estado.

Pressão da sociedade não foi capaz de frear a PEC do fim do mundo.

Pressão da sociedade não foi capaz de frear a PEC do fim do mundo.

(27/10/2016) – Empresas estatais não dependentes. Esse é o coração da PEC 55, a Proposta de Emenda à Constituição aprovada no último dia 10 e que congela investimentos sociais por 20 anos.

A medida tramitará agora no Senado como PEC 55/2016 e, se aprovada, dependerá apenas de sanção presidencial. 

Consta no texto o seguinte ponto:

” Art. § 6º Não se incluem nos limites previstos neste artigo: 
(…)
IV – despesas com aumento de capital de empresas estatais não dependentes”

O trecho, segundo a auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida Maria Lucia Fattorelli, representa a razão principal de o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) e sua base de apoio acelerarem a votação do projeto.

Segundo ela, a PEC 55 legaliza um esquema fraudulento de transferência de recursos ao setor financeiro por meio da venda de títulos podres garantidos pelo Estado. Portanto, pagos por toda a sociedade.

Resumidamente, empresas estatais não dependentes são figuras jurídicas que permitem a participação de sócios privados mesmo sendo estatais e tendo ações majoritárias do ente federativo. Essas companhias não estão sujeitas à fiscalização de órgãos como o Tribunal de Contas e a Controladoria Geral da União.

Vendem debêntures (títulos de crédito que a empresa faz para formalizar o empréstimo à companhia) a investidores privilegiados com desconto que chegam a 60% e pagam juros na faixa de 20% ao ano com o argumento de serem créditos de difícil recebimento.

Mas, na prática, o Estado é quem oferece a garantia, continua a cobrar os créditos por meio das Procuradorias da Fazenda e arca com o aumento da dívida pública sem ter ganho efetivo de caixa.

Com a experiência de quem investigou a dívida pública da Grécia e do Equador, Maria Lucia aponta que o esquema inaugurado no país por meio da consultoria ABBA, comandada por Edson Nascimento, assistente consultor do FMI (Fundo Monetário Internacional), repete exatamente os mesmos equívocos que levaram a Grécia para o buraco.

Confira abaixo a entrevista.

A senhora aponta que há um esquema de fraude dentro da PEC 241 que envolve empresas estatais não dependentes. Como funcionaria esse esquema?

Maria Lucia Fattorelli – Esse tipo de empresa, primeiro, é a própria infâmia, porque, enquanto estamos há 20 anos privatizando nossas estatais estratégicas e lucrativas, começamos a criar outras que emitem papéis financeiros chamados debêntures.

Esses papéis são vendidos com descontos brutais e pagam juros elevadíssimos aos compradores, um modelo que já é aplicado em vários estados e municípios com o discurso mentiroso de abatimento da dívida pública, aquela em que o Estado é devedor.

Para entender, precisamos primeiro saber como funciona a dívida ativa, aquela em que o Estado é credor. Quando um tributo não é pago, por exemplo, o imposto de renda, durante um tempo, a própria Receita Federal irá cobrar. Mas após um período, vai inscrever esse débito em dívida ativa e a responsabilidade pela cobrança ficará com a Procuradoria da Fazenda.

Porém, a maioria da dívida ativa é ‘incobrável’, porque apenas uma pequena parte é referente a problemas momentâneos que o contribuinte depois vai atrás para regularizar. A maior parte são débitos muito antigos, como no caso da Transbrasil, que quebrou, tem aeronaves apodrecendo no aeroporto de Brasília e deixou uma série de tributos não quitados. Esses créditos foram inscritos em dívidas ativas, mas a possibilidade de a empresa pagar essa conta é praticamente nula.

Em cima disso, quem emite os papéis faz a propaganda de que essa dívida ativa seria vendida por 40% a 50% do valor com a ilusão de que esses papéis podres seriam passados adiante. Mas somente investidores privilegiados compram, porque o negócio não é anunciado, um processo chamado no jargão do mercado de esforço estrito de colocação. Na prática, só compra quem está envolvido com o negócio.

Em Belo Horizonte, por exemplo, cada debênture emitida pela PBH Ativos S/A, empresa estatal não dependente do município, sai por R$ 100 mil. Se a gente for olhar a lei municipal que aprovou a criação dessa empresa, vamos ver que o capital de abertura foi nesse mesmo valor. Ela emitiu 2.300 debêntures de uma vez por esse valor. Como cada uma já tem o valor do capital, dá para ter uma ideia do rombo que provocará.

A debênture é vendida com desconto e, em Belo Horizonte, paga aos compradores o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 11% e no ano passado este índice chegou a 12%, portanto, um rendimento de 23%.  

O problema é que o Estado é quem dá garantia para isso por meio de outra debênture, a chamada subordinada, entregue pela empresa ao município como forma de documentar a garantia. Na prática, o município não recebe um centavo, mas sim a empresa, que arrecada com pagamento de juros abusivos, consultorias milionárias e serviços financeiros. E isso já gera uma dívida pública.

Na prática, a PEC 241 tem como objetivo escancarar as portas para fazer a transferência de recursos que seriam aplicados em políticas públicas para o capital financeiro?

Maria Lucia – Esse é um dos objetivos, o outro é beneficiar a dívida como um todo, porque a PEC coloca teto só nas despesas chamadas primárias (a dívida é despesa secundária). A proposta deveria se chamar PEC dos banqueiros e não do controle de gastos. Colocam como referência para o ajuste nos investimentos públicos índices de 2016, que são baixíssimos graças a essa crise produzida pela política monetária suicida do Banco Central. E a PEC vai pegar esse patamar baixo e corrigir por 20 anos apenas pelo IPCA (índice de preços ao consumidor que mede a inflação).

Mesmo se tivermos grande crescimento econômico, revisarmos o modelo tributário e ampliássemos a arrecadação, ainda assim, o teto continuará congelado porque estará na Constituição, se a medida for aprovada. Pelo que está na PEC, seria um crime empregar mais recursos em saúde e educação.

Tudo que sobra é para pagar a dívida, que nunca passou por uma auditoria, e para beneficiar esse esquema fraudulento, porque a PEC já deixou dinheiro para aumentar o investimento em empresas estatais não dependentes.

Nas últimas semanas, percorremos os gabinetes dos 366 deputados e falamos com quem aceitou nos atender. Praticamente nenhum parlamentar sabia desse esquema da empresa estatal dependente. Alguns não tinham sequer percebido que quando fala em despesa primária, a dívida pública estava fora. Daí vem a pressa de aprovar esse projeto, nem os parlamentares sabem direito o alcance dessa modificação no texto da Constituição Federal por um prazo de 20 anos.

A auditoria da dívida seria mais eficiente do que o corte em políticas sociais?

Maria Lucia – Evidentemente. Quem sofreria com a auditoria seriam os grandes bancos, os maiores beneficiários dessa dívida.

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Para Maria Lúcia, PEC 55 ou PEC 241 oficializa uma fraude (Foto: Nilson Bastian)

A maior parte da dívida está nos títulos, nas mãos de bancos que especulam com isso e são ao mesmo tempo os que têm direito de comprar esses papéis quando o Banco Central leiloa. E são os que colocam o Banco Central de joelhos para obter juros altos e fazer com que os papéis se tornem mais lucrativos.

Como se explica a dívida pública?

Maria Lucia – Estamos vivendo o tempo do capitalismo financeirizado, a fase mais cruel do capitalismo, mais do que o industrial, que explora o trabalhador e paga R$ 100 a quem deveria pagar R$ 1.000 e lucra em cima desta mais valia. Agora, vivemos o capitalismo de papel. Cria-se papel e toda dívida pública fazendo com que a sociedade tenha de abrir mão de seus direitos porque o pagamento dos juros é a principal despesa do país.

A Auditoria Cidadã da Dívida tem se dedicado a discutir como a dívida foi gerada desde o grande Plebiscito Popular do qual a CUT participou. Essa dívida corresponde ao ciclo que se iniciou na década de 1970, de forma obscura, quando ainda estávamos na ditadura militar, e  cresceu absurdamente porque a maior parte da dívida externa era privada, mas tinha garantia do governo. Depois foi transformada em dívida do Banco Central e passou por aumento brutal dos juros, porque os credores na década de 1970 eram os bancos privados internacionais, principalmente, o Banco Central Norte Americano (Federal Reserve).

Em 1971, quando veio o fim da paridade dólar-ouro, esses bancos passaram a emitir dólar e ofereceram empréstimos para países sul-americanos e africanos com taxas de juros muito baixas. Só que eram variáveis e flutuavam de acordo com a taxa internacional que eram controladas pelos mesmos bancos privados credores.

Depois que tinham entregue um volume grande de endividamento, começaram a aumentar taxas de juros, de 4% ou 5% para até 20,5%. Isso provocou a crise de 1982, abriu as portas para a entrada do FMI (Fundo Monetário Internacional) no Brasil em 1983 e implementou o mesmo modelo econômico que amarra o país até hoje, mesmo após pagarmos o FMI.

Naquela época, o banco exigiu que toda dívida pública e privada ficasse a cargo do Banco Central, algo ilegal porque, como agente financeiro, não poderia ser devedor sem ter recebido um único centavo. O Banco Central passou a pagar essa dívida externa sem passar a receber nada nos anos 1980, a década perdida.  

No início da década de 1990, alguns economistas defenderam que a dívida já foi paga. Por que não se fala mais nisso neste momento de crise?

Maria Lucia – Em 1992, surgiu a suspeita de que essa dívida prescreveu e também de que houve uma renúncia dessa prescrição por conta da comissão negociadora da dívida externa, que tinha o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e contava com figuras como Pedro Malan na presidência dessa comissão, Armínio Fraga e Murilo Portugal. Isso é gravíssimo, porque falamos de 80% da dívida externa.

Isso foi ignorado ou renunciado, nunca tivemos acesso aos documentos, e a dívida prescrita foi trocado por novos títulos da dívida externa, em 1994. Ali ressuscitaram aquela dívida provavelmente morta. A partir de 1996, o Brasil aceitou esses títulos podres para comprar nossas empresas submetidas à privatização. E o Plano Real passou a alavancar uma dívida, que não tem contrapartida, nasce da transformação dos títulos podres da dívida externa em dívida interna e de várias negociações feitas no início do plano, quando os juros atingiram 45%.

Esse foi o ‘start’ para a dívida interna que ultrapassa R$ 4 trilhões e é composta por dívida emitida para justificar a remuneração de toda a sobra de caixa dos bancos (R$ 1 trilhão). Dinheiro que sobra porque as pessoas, o comércio e a indústria não conseguem conviver com juros tão abusivos e não buscam empréstimo. Diante disso, o Banco Central emite título da dívida e troca esse R$ 1 trilhão com os bancos remunerando diariamente. Isso está provocando crise, em 2015 estimamos R$ 200 bilhões de despesas com essa benesse, o dobro do orçamento da saúde para remunerar sobra de caixa de banco.

E a PEC não coloca teto nenhum para isso. Ao contrário, congela os investimentos primários para sobrar mais para esse tipo de operação.

A PEC formaliza, então, que a transferência de recursos para o mercado financeiro é a  prioridade para o governo?

Maria Lucia – O artigo 167 da Constituição proíbe emitir título para pagar despesa corrente, que é composta por salário dos servidores, entre outros pontos. Mas para pagamento de juros esse artigo tem sido burlado e já até denunciamos isso ao Ministério Público, mas nada acontece. Ao contrário, a dívida é sempre justificativa para os pacotes.

Isso é tão escancarado que basta pegar os balanços dos bancos. Em 2015, toda a economia real encolheu, o PIB encolheu 4% e o lucro dos bancos foi de R$ 97 bilhões, maior que o orçamento da saúde.

Se toda a economia caiu e só os bancos lucraram, fica claro que está havendo um mecanismo de transferência de renda de recursos públicos para o setor financeiro privado por meio do sistema da dívida, que deveria aportar recursos ao Estado para fazer investimentos benéficos à população.

Um modelo que vem disfarçado de controle da inflação, com juros altíssimos e o enxugamento de R$ 1 trilhão de sobra dos bancos para aprofundar a transferência de renda a essas instituições. E essa benesse vai estar na Constituição.

Pior, não há transparência nenhuma, porque esses gastos financeiros são considerados sigilosos no Brasil e ninguém sabe quais são os detentores dos títulos da dívida pública, da swap cambial, de mercado aberto, de debêntures. É tudo sigiloso.

“Nas últimas semanas, percorremos os gabinetes dos 366 deputados e falamos com quem aceitou nos atender. Praticamente nenhum parlamentar sabia desse esquema da empresa estatal dependente. Alguns não tinham sequer percebido que quando fala em despesa primária, a dívida pública estava fora.” Maria Lucia Fattorelli

O ajuste fiscal é fundamental, como aponta o governo?

Maria Lucia – Ajuste fiscal, controle de gastos todos querem, mas o problema no país é a gestão de recursos, não a ausência. A forma como são distribuídos e empregados é gravíssima e a PEC não toca nisso.

Toda sociedade seria favorável a um ajuste, desde que houve transparência mostrando em que e como os investimentos estão sendo aplicados. Na área da saúde, por exemplo, muitos dos recursos vão para o pagamento de empresas terceirizadas, para o setor privado. Isso deveria ficar mais transparente porque estamos transferindo muito lucro para o setor e o profissional explorado, muitas vezes, sequer qualificado para prestar o serviço que a sociedade precisa e merece.

Quando se fala em ajuste fiscal no Brasil, não é disso que se fala, mas de cortar recursos para as áreas sociais e utilizar esse montante para pagar juros. Isso eu sou radicalmente contra porque não resolve problema de gestão, o corte muitas vezes é feito em áreas sociais que custam vida.

A PEC 241 burla o artigo 3º da Constituição, que fala dos princípios fundamentais da República, dentre eles, o direito ao desenvolvimento, à erradicação da pobreza, da miséria e da desigualdade social. Como vamos fazer os programas sociais avançarem com esse teto? Compromete direitos presentes na Constituição e, apesar disso, passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara) e pulou outras comissões onde deveria ser discutida. Criaram uma comissão especial para driblar tudo, tudo às pressas e regado a jantares nas vésperas das votações.

Espero que no Senado, a CUT, todas as centrais, associações e estudantes criem um movimento muito grande, porque amarrar o gigante Brasil por 20 anos, algo que nenhum país fez durante tão longo tempo, colocando no texto constitucional, é insano.

Parlamentares que defendem a PEC 241 dizem que a medida é necessária para o Brasil não virar uma Grécia. A senhora acredita que o Brasil corre esse risco?

Maria Lucia – A PEC é que coloca o Brasil na trajetória de uma Grécia. A Grécia quebrou a partir de um mecanismo financeiro muito parecido com esse operado pelas estatais não dependentes. A Grécia não recebeu dinheiro, recebeu papel, e teve que reembolsar os juros e amortizações em dinheiro cortando gastos. É o que a PEC faz, corta gastos sociais para pagar juros.

A grande diferença é que o Brasil tem imensa potencialidade e é rico demais. É roubado há 516 anos e ainda é rico. Nós temos outras alternativas, se enfrentarmos o problema da dívida, teremos o problema tributário, que é um modelo totalmente regressivo e cheio de benesses para o grande capital e lucros, se enfrentarmos a exploração mineral teremos outro desenho de país.

Os mesmos mecanismos financeiros que quebraram a Grécia estão atuando no Brasil. O Brasil é rico, mas nosso problema é gestão, temos sido administrados por banqueiros à frente do Banco Central há décadas.

E eles querem mais, se conseguirem aprovar essa, já há outra PEC para garantir a independência e privatização do Banco Central, abrindo portas para manter o órgão na mão dos banqueiros. Isso é o que está amarrando o Brasil. [FONTE: CUT / Via: Auditoria Cidadã da Dívida]

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