Principal problema da guerra de facções criminosas está fora dos presídios; Facções ligadas às FARC!

Bem, nem vou me dar ao trabalho de comentar essa postagem do deputado Major Olímpio (SD-SP) estimulando mais chacinas nos presídios, é fruto daquele pensamento de que os presos se matando uns aos outros a situação vai melhorar.

Reprodução do G1

Reprodução do G1

O que quero chamar a atenção é que muito está se discutindo a construção de novos presídios, a realização de um censo penitenciário, mas o principal problema da guerra de facções criminosas, está fora dos muros das prisões. Essa guerra decorre da disputa comercial da venda de drogas, principalmente cocaína, maconha e crack.

Se não se melhorar a vigilância das fronteiras com nossos vizinhos e não se combater os atacadistas de droga que atuam internamente não vai se chegar a lugar nenhum. É ilusão acreditar que prender o “chefe” de uma comunidade vai alterar alguma coisa na estrutura do tráfico. Peguem o exemplo do Estado do Rio de Janeiro. Quantos traficantes atacadistas foram presos nos últimos anos? Até mesmo os “chefes” das principais comunidades ficaram impunes, graças à política de José Mariano Beltrame de não prender os traficantes, apenas fazendo com que mudassem de endereço, avisando inclusive o dia das operações policiais.

É urgente uma política integrada da segurança pública envolvendo os órgãos federais e estaduais. O que está sendo feito hoje marketing de um lado e enxugar gelo do outro. A questão dos presídios, claro, tem que ser enfrentada, mas está longe de ser o problema central. [Via: Blog do Garotinho]

PCC e ADA unidos contra o CV – Marcola versus Fernandinho Beira-Mar.

Guerra civil total ocorre agora na cidade do Rio de Janeiro. Os chefes das organizações narcoterroristas PCC e ADA, Marcola e Celso Russo.

OUÇA:

>> Leia também: Os donos do crime: Quem são e como se organizam os chefes das facções criminosas que controlam os presídios do Brasil

Facção que comanda tráfico no Norte tem “conexões estreitas” com as Farc, diz MPF.

(04/01/2017) – A FDN (Família do Norte), facção criminosa apontada como responsável pela morte de 60 detentos no último dia 1º, no Amazonas, tem “conexões estreitas” com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). As informações foram levantadas pela Polícia Federal e pelo MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas. Segundo investigações, a facção usava essas conexões para comercializar drogas e e comprar armamento pesado para ser usado no Brasil. 

A FDN é considerada a terceira maior facção criminosa do Brasil, atrás do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela atua, primordialmente, na região Norte e tem o controle das principais rotas de escoamento de drogas na região da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru.

A conexão entre a FDN e as Farc foi apontada pelo MPF nas denúncias contra as principais lideranças da facção brasileira à Justiça Federal no âmbito da Operação La Muralla, que atingiu integrantes da facção em 2014.

Segundo denúncias feitas pelo MPF-AM, o peruano Nelson Flores Collantes, conhecido como “Acuario”, é apontado pelas investigações como um dos elos da FDN com as Farc, sobretudo com o braço peruano da organização. Para o MPF, a “proximidade de Acuario” com as Farc “facilitou seu acesso a diversos armamentos” vendidos a integrantes da FDN.

Mensagens de texto interceptadas pela Polícia Federal em 2015 mostram Collantes negociando armas como fuzis AK-47 e submetralhadoras Uzi (de fabricação israelense) com Geomison de Lira Arante, um dos principais integrantes da FDN. Nas mensagens, Collantes deixa claro que as armas seriam entregues a integrantes da facção na cidade peruana de Santa Rosa, na fronteira com o Brasil.

Em outra troca de mensagens interceptada pela PF, um dos principais líderes da facção, João Pinto Carioca, o “João Branco”, diz a Geomison que as armas compradas de “Acuario” devem ser usadas nas “missões” da facção na região, referindo-se ao transporte da droga adquirida na Colômbia e no Peru para o Brasil. Geomison, então, concorda.

“Vou botar nas viagens essas armas mano porque tá foda esses leproso no rio”, diz uma das mensagens interceptadas. Segundo o MPF, a preocupação da FDN era com o roubo de carregamentos de drogas por “piratas” que atuam no rio Solimões.

Em outra conversa, “João Branco” chegou a enviar uma foto de um lançador de foguetes comprado pela facção. 

Parceria antiga.

Lançador de foguete supostamente comprado por líderes da facção FDN (Família do Norte), segundo o MPF.

A parceria entre as Farc e facções criminosas no Brasil é antiga. Durante décadas, a guerrilha foi apontada como fornecedora de armas e drogas para quadrilhas ligadas ao tráfico de entorpecentes no Brasil. A parceria mais conhecida é a aliança entre a chamada “Frente Primeira” das Farc e o Comando Vermelho, facção com a qual a FDN está associada.

Apesar de as Farc e o governo colombiano terem anunciado um acordo de paz nos últimos meses, dissidentes da guerrilha ligados à “Frente Primeira”, que atuaria em boa parte da fronteira do Brasil com a Colômbia, se recusaram a aceitar os termos do acordo. Entre os dissidentes está Gentil Duarte, antigo membro da cúpula das Farc que foi designado para conduzir a frente rumo ao processo de paz, mas que acabou se juntando aos dissidentes. [FONTE: UOL]

JUIZ ODILON DE OLIVEIRA EXPLICA A LIGAÇÃO DE PCC COM FARC, DO FORO DE SÃO PAULO

Juiz Odilon de Oliveira fala de PCC, FARC, Foro de São Paulo

Entrevista ao Jornal CORREIO DO ESTADO do Mato Grosso do Sul, em 13.05.09 Aug 21st, 2009 11:33 pm

1) CORREIO: O PCC ainda está em atividade no Brasil?

ODILON: Fundado em 31/08/1993, no interior de São Paulo, essa facção criminosa não se encontra presente apenas no Brasil. Está em franca e crescente atividade também em outros países da América do Sul, como Bolívia e, principalmente, Paraguai. O grupo mantém fortes contatos também com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Está cada vez mais bem estruturado com pessoal, armamento, recursos financeiros e disciplina. Estima-se que de cada cinco dos 440 mil presos do Brasil um seja membro do PCC. A maior incidência está no Estado de São Paulo, assumindo Mato Grosso do Sul, por conta do Paraguai e da Bolívia, a segunda posição. A facção teria um exército de mais ou menos 84 mil integrantes. As FARC, grupo terrorista colombiano fundado em maio de 1964, possuem apenas 10 mil integrantes. Outro perfil do PCC, além de sua finalidade econômica, é de natureza terrorista.

2) CORREIO: O Senhor acredita que o PCC tenha participado do assalto à residência do prefeito de Campo Grande?

ODILON: Tenho quase certeza. Campo Grande, Dourados e a fronteira com o Paraguai possuem grande concentração de integrantes dessa facção, presos e também em liberdade. Anderson, nominado pela imprensa, realmente consta da lista de integrantes do PCC, ocupando, nesta capital, função de destaque. O assalto certamente teve duas finalidades: uma de natureza financeira e outra de cunho auto-afirmativo. Essa organização, a exemplo de outras, como o Comando Vermelho, para manter-se e ampliar seus domínios, precisa de recursos e seus membros subalternos guardam a obrigação normativa e moral de provar suas audácias contra autoridades. Isto serve de recado para o Poder Público.

3) CORREIO: O PCC tem condições para repetir os ataques de 2006?

ODILON: Tem potencial e disposição. Naquele ano, foram 1.032 ataques violentos, com um saldo de centenas de mortos, dos quais 119 policiais e agentes penitenciários. No mesmo ano, o terrorismo, no mundo todo, produziu 14 mil ataques e 20 mil mortes. Em 2008, havia um plano de ataques semelhantes, a ser executado nos dias anteriores às eleições, com conotações visivelmente políticas como fora em 2006. Não se concretizou porque, descoberto o plano, as autoridades adotaram providências preventivas, nulificando os atos preparatórios. O PCC vai continuar desafiando o Estado repressor.

4) CORREIO: Isto significa que o PCC está competindo com o Estado?

ODILON: Significa que a facção, por conta da generosidade das leis e da permissividade dos encarregados de aplicá-las, está afrontando a todos. Até o Exército, com todo o seu poderio e o respeito que impõe, foi recentemente vítima da ousadia dessa organização (roubo de armas de um quartel de Caçapava/SP e assalto a uma agência bancária situada no Quartel General do Exército, em Brasília-DF). De 2001 para cá, os ataques a fóruns estaduais, no Estado de São Paulo, inclusive com explosivos, foram muitos. O PCC desenvolve dois tipos de criminalidade: a) institucional ou concentrada, onde se agrupam os delitos cujo controle está centralizado em sua cúpula, como os grandes assaltos, ataques a repartições, assassinatos de certas pessoas, rebeliões, certos seqüestros; b) esparsa ou incidental, onde se colocam todos os crimes para cuja execução não é necessário “salve” ou autorização da cúpula. O controle não é concentrado, dando-se por iniciativa e responsabilidade individuais ou de um grupo do partido. O produto se destina ao custeio de mensalidades devidas à facção e à subsistência dos próprios autores.

5) CORREIO: O que leva o PCC a se expandir pela América do Sul?

ODILON: A facção objetiva subir os degraus da criminalidade, preferencialmente adquirindo feições terroristas. Para isto, é necessário expandir seus domínios sobre uma base territorial cada vez maior. O grande atrativo do PCC no Paraguai, Bolívia e Colômbia são as drogas, notadamente a cocaína. Suas fontes de rendas são drogas, seqüestros, mensalidades, assaltos a bancos, a carros-fortes, cargas, investimentos etc. Com relação ao Paraguai, há outros atrativos: esconderijo, compra de armas, pistolagem e lavagem de dinheiro. Muitos cometem crimes no Brasil e fogem para aquele país, dificultando a ação da justiça brasileira. A aquisição de armamento para estruturação e para revenda é uma constante. Crimes de pistolagem rendem dinheiro para o pagamento de mensalidades ao grupo. Há inúmeras casas de câmbio, no Paraguai, sem controle rígido, para lavagem.

6) CORREIO: O PCC tem praticado sequestros no Paraguai?

ODILON: Vários. Em 2001, o PCC e o Partido Pátria Livre, do Paraguai, sob a liderança das FARC, seqüestraram Maria Edith, esposa de um empresário da construção civil. O resgate foi de 1 milhão de dólares. O Brasil deu asilo a três dos seqüestradores: Juan Arron, Anuncio Martí e Victor Colmán. Uma vergonha! Em 2004, a vítima foi Cecília Cubas, filha do ex-presidente Raul Cubas. Foi pago resgate de 800 mil dólares, mas a vítima foi assassinada no cativeiro. Em maio de 2007, sob a liderança do brasileiro Valdecir Pinheiro, do PCC, a vítima foi o japonês Hirokazu Ota, chefe da Seita Moon, naquele país. Valdecir, morto pela polícia paraguaia em 2008, era acusado de mais nove seqüestros no Paraguai. Somente em 2007, o Paraguai registrou mais de sete seqüestros com suspeita de participação de brasileiros.

7) CORREIO: Que interesse tem as FARC em relação ao PCC?

ODILON: As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia possuem uma ideologia marxista, à falsa pregação de buscar uma sociedade igualitária, sem classes, gerenciada por um poder proletariado. A materialização dessa ideologia depende de um programa e a implantação deste necessita de receitas. Quarenta e cinco por cento da receita das FARC provêm de cocaína, vendida para o mundo todo. O Brasil, nesse cenário, é um grande cliente da Colômbia. O PCC negocia cocaína diretamente com as FARC e até lhe fornece armas saídas do Paraguai. Aquele grupo terrorista, buscando sua expansão nos demais países da América do Sul, difunde sua ideologia e procura reconhecimento político. Os laços mantidos com outras organizações, como o PCC e o PPL (Partido Pátria Livre) do Paraguai, fazem parte das relações internacionais cultivadas pelas FARC. Um dos benefícios obtidos está no fato de o Brasil haver concedido mais de 400 asilos políticos, desde o primeiro Governo Lula, a guerrilheiros colombianos.

8) CORREIO: Por que o senhor classifica o PCC como grupo terrorista?

ODILON: Terrorismo não é somente aquele ato de fundo religioso. Divide-se em duas grandes vertentes: o terrorismo islâmico, existente apenas nos países seguidores do islã, embora ataque fora também, e o não islâmico. O primeiro é motivado por um conflito ideológico e normativo entre os costumes orientais e os ocidentais.

Sua ala fundamentalista, de que faz parte a ALQAEDA, de Bin Laden, pretende criar uma república mundial islâmica ou, pelo menos, não permitir que os costumes ocidentais influenciem a ideologia islâmica. Uma utopia. O terrorismo não islâmico também se subdivide em nacionalista (separatista ou político), político administrativo, étnico e moral. Diferente do islâmico fundamentalista, o nacionalista tem uma atuação territorial delimitada. O ramo separatista busca uma pátria, independência territorial, política e administrativa. O Hamas quer um Estado palestino em relação a Israel. O ETA, o IRA e os Tigres Tâmeis do Sri Lanka também são exemplos. Já o nacionalista político deseja apenas mudar a forma (república/monarquia) ou o sistema (presidencialismo/parlamentarismo) de governo, a forma de Estado (unitário/federativo) ou ainda o regime político (democrático/autoritário).

As FARC não querem dividir o território colombiano nem o Sendero Luminoso deseja isto no Peru, mas apenas a implantação de um regime marxista-leninista (comunismo). O Brasil viveu vários exemplos desse tipo de terrorismo, em torno de oito organizações, como a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária – capitão Lamarca, Dilma Roussef), ALN (Aliança Libertadora Nacional – Carlos Mariguella) e o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro – Fernando Gabeira, Franklin Martins). O político administrativo, normalmente com finalidade econômica, volta-se apenas contra o Estado repressor, atacando o Judiciário, o Ministério Público, o sistema penitenciário, pessoas, repartições. Sempre o faz com o intuito de remover de seu caminho o que compreenda como obstáculos a seus objetivos. Quando mata uma autoridade ou ataca um fórum, o objetivo não se esgota com esse resultado. Na verdade, esse é um meio para remover de sua frente o Estado repressor. Qualquer pessoa (João, José ou Pedro) exercente daquele cargo morreria. O fim não é matar a pessoa física, mas atingir o Estado. É diferente de um assassinato comum, onde a vontade do criminoso se esgota com a morte do desafeto. O PCC se enquadra nesta modalidade.

9) CORREIO: O que se deve fazer para combater o PCC?

ODILON: Primeiro, não pensar que o PCC está morto ou brincando. Segundo, é preciso conhecer, a fundo, o DNA dessa organização, edificando-se um mosaico completo a seu respeito. Por fim, reprimí-lo sem piedade. O Estado não deve se ajoelhar diante de bandidos. A liberdade das ruas e praças deve ficar reservada às pessoas de bem. Lugar de vagabundos é na cadeia. Só isto.

Odilon de Oliveira – Juiz Federal, Campo Grande-MS

[FONTE: ISTOÉ / RÁDIO VOX]

>> Leia também: Guerra civil no Rio: PCC e ADA unidos contra o CV – Marcola versus Fernandinho Beira-Mar

MAIS…

>> Leia também: Igreja Rastafari: Nessa igreja, maconha vira erva sagrada e entra até na Bíblia!

>> Leia também: Marisa Lobo fala sobre tratamento de dependência química: “Crer em um poder superior é fundamental”

>> Leia também: Rede Globo: Glória Maria incentiva o consumo da maconha, fuma em ritual na Jamaica e vira trending topics no Twitter!

MAIS…

MAIS…

_______
Siga APCNEWS no Facebook e Twitter

Deixe seu comentário!
Mais em Brasil
A vacina contra o HPV “será o maior escândalo médico de todos os tempos”

BEM ESTAR - (03/01/2017) - Meninos já podem se vacinar contra HPV no SUS; veja mudanças na vacinação. Vacina protege...

Fechar