Voto na Catalunha reanima movimento separatista no sul do Brasil

Moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná votaram em um plebiscito informal no próximo dia 7 de outubro e opinaram sobre a independência dos três estados.

Cédulas de papel foram distribuídas no sábado, dia 7 de outubro de 2017, em 900 cidades brasileiras diante de quase 3 mil urnas informais com a seguinte pergunta: 

 “Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”. 

Os interessados participaram da consulta informal, chamada Plebisul, sem validade legal, podem responder “sim” ou “não” na votação promovida pelo movimento “O Sul é meu país”. 

Em outubro do ano passado, 95,7% dos 617.543 participantes votaram pelo “sim”. A meta do movimento era atingir 1 milhão de pessoas, o equivalente a 5% dos eleitores do Sul.

A votação ocorre na semana em que o mundo assiste ao impasse na Espanha, com a tentativa de separação da Catalunha do território espanhol. Porém, no Sul, não é esperado nenhum tipo de violência na votação.

“Será bem democrático e extremamente pacífico. Se a pessoa quiser ir na urna e votar ‘não’, ela tem o direito. Todo sulista tem o direito de não querer o Sul separado”, disse a VEJA Anidria Rocha, coordenadora do movimento no Rio Grande do Sul.

Além disso, ela afirma que, diferentemente da Catalunha, o movimento não tem como declarar unilateralmente a separação do Brasil.

“Ainda estamos na fase de consultar a população de forma extraoficial para que, no futuro, possamos ser um país próspero e independente.”

Apesar do desejo de formar um novo país com os estados do Sul, o grupo esbarra no primeiro artigo da Constituição brasileira que determina que o país é formado “pela união indissolúvel dos estados”.

Conscientes da barreira jurídica, os separatistas apelam para o direito internacional alegando que proibir a separação do Sul descumpre o princípio da “autodeterminação dos povos”.

Para Luís Renato Vedovato, professor da Unicamp, entretanto, a situação do Sul não se encaixa nas prerrogativas reconhecidas internacionalmente.

“O direito internacional só reconhece o direito à separação em três hipóteses: jugo colonial [quando o país é colônia de outro], dominação estrangeira [quando um país invade outro] e graves violações dos direitos humanos [como no caso do Kosovo, que foi separado da Iugoslávia]”, afirma.

O professor é autor de um artigo publicado em 2016 em um periódico científico da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em conjunto com Alexandre Andrade Sampaio. No texto, os docentes analisam as particularidades do movimento separatista do Sul.

“O que a gente percebeu é que o movimento brasileiro é o único do mundo que não tem como reivindicação a busca de mais direitos para aqueles que querem libertar. Eles têm como pauta que o restante do país passou a ganhar mais”, disse Vedovato a VEJA.

De fato, são as diferenças econômicas no Brasil que mais indignam os separatistas que organizam o plebiscito.

“O fator que mais nos leva a buscar a independência é o econômico. De tudo que mandamos [em tributos] para Brasília, somente 20% retorna”, disse Anidria.

“O artigo 3º da Constituição determina que são objetivos fundamentais da República diminuir as desigualdades regionais. Normalmente, são as regiões mais ricas que vão produzir mais e receber menos em troca”, rebate Vedovato.

Como o plebiscito não tem validade legal e em 2016 chegou a ser proibido pela Justiça Eleitoral de Santa Catarina sob a alegação de que tentar separar parte do território nacional é considerado crime (a pena varia de quatro a doze anos de prisão), o grupo busca um caminho para que a consulta seja reconhecida futuramente. Por isso, além de votar “sim” ou “não” pela criação de um novo país, os participantes poderão assinar o texto para um “Projeto de Lei de Iniciativa Popular”, segundo Adelar Bitencourt Rozin, do departamento jurídico do movimento “O Sul é o meu País”.

Pelo projeto, as assembleias estaduais de cada um dos três estados do Sul convocariam plebiscitos oficiais em 2018, simultaneamente às eleições de outubro do ano que vem. Para ser votado oficialmente, o projeto precisa ter assinaturas de no mínimo 1% dos eleitores de cada estado. [FONTES: Veja / CONFLITOS E GUERRAS]

MAIS…

>> Leia também: O QUE É A ONU? – CRIAÇÃO LUCIFERIANA!

>> Leia também: Mídia: Berlim e Paris planejam ‘Superestado europeu’ em vez da UE

>> Leia também: Brexit: O Filme – A liberdade não está livre!

>> Leia também: Cenário Internacional: Reino Desunido = Desunião Europeia; Tese, Antítese = Síntese

>> Leia também: Guerra de titãs: Globalistas vs Nacionalistas!

>> Leia também: A Nova Ordem Mundial: O Jogo Illuminati

>> Leia também: Oculto Revelado: Reunião do Clube Bilderberg 2016!

>> Leia também: Bilderberg: Misteriosa conferência reúne elite mundial na Alemanha!

>> Leia também: Restauração do poder Papal e o Decreto Dominical

>> Leia também: Tudo sobre Criptomoedas

_______
Siga APCNEWS no Facebook e Twitter

Deixe seu comentário!
Mais em Brasil
Comunicado de falecimento: Vende-se o Brasil com tudo dentro!

  por Cibele Laura Privatização? A gente já viu esse filme. "A privatização de empresa de economia mista, básicas e estratégicas, não...

Fechar