Por que a eleição americana entre Hillary Clinton e Donald Trump é uma farsa?

De um lado: um bilionário acusado de racismo e xenofobia. Por outro: uma fantoche completamente vendida para a elite mundial. E no meio, os eleitores que querem saber porque sua democracia está forçando-os a escolher entre duas opções terríveis.

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Trump e os Clintons.

Às vezes me perguntam por que escrevo mais sobre cultura popular quando eu poderia me concentrar em coisas “mais importantes”, como a eleição presidencial. A resposta é? As eleições presidenciais não são importantes. Correndo o risco de soar batido, eu digo: O sistema é manipulado. Não importa quem esteja no gabinete, a mesma agenda continua avançando, e essa agenda é definida por pessoas que estão longe de qualquer coisa parecida com um processo democrático. Por esta razão, as eleições presidenciais não são nada mais do que um grande show de marionetes destinado a um público gigantesco. Enquanto as massas ficam deslumbradas com as loucuras dos fantoches, apenas alguns prestam atenção aos verdadeiros mestres das marionetes. Quer seja democratas ou republicanos na Casa Branca, o mesmo governo sombrio está nos bastidores, alavancando as políticas definidas pela elite mundial.

Eleições presidenciais, junto com o circo da mídia que as rodeia, não é um “processo democrático”. Elas são uma fachada com pouca ou nenhuma substância. Algumas questões podem ser discutidas enquanto outras são totalmente ignoradas. A eleição deste ano não é diferente. A agenda já está definida e cada um dos candidatos estão desempenhando seu papel. Enquanto eles parecem estar em forte oposição em vários assuntos, os candidatos são na verdade parte do mesmo time.

Os Clintons como convidados no casamento de Trump em Janeiro de 2005.

Os Clintons como convidados no casamento de Trump em Janeiro de 2005.

Trump e Clinton no Trump National Golf Club em 2008.

Trump e Clinton no Trump National Golf Club em 2008.

A maneira como as pessoas brigam pelos seus candidatos, gritando slogans ridículos e insultando seus adversários, é uma reminiscência da plateia de uma luta, na qual ambos os lutadores estão recebendo seu salário do mesmo patrão. Trump sabe um pouco sobre isso.

Trump no Wrestlemania 23 em 2007.

Trump no Wrestlemania 23 em 2007.

Alguns dizem que Trump é diferente: “Ele é uma pessoa de fora e ele vai mudar as coisas!” Trump é na verdade um “perigo” – e isso é exatamente o que “eles” querem. Ele é basicamente um “camicase político” que foi feito para colidir e cair. Enquanto isso, Hillary é apresentada como a candidata padrão, um político de carreira impopular que está ali porque “é a sua vez”. Essa é a farsa da eleição de 2016.

Agenda 2016: Terror e Imigração Forçada

Um rápido olhar para as manchetes ao redor do mundo ao longo dos últimos meses revela um forte tema recorrente: terrorismo e imigração forçada. Essa agenda foi forçada para a maioria dos países ocidentais e tem sido um tema controverso em cada um deles. Isso, inevitavelmente, resultou em medo, tensão, divisão… um coquetel perfeito para justificar mais repressão.

De fato, para os últimos anos, a agenda global da elite tem sido particularmente horrível. Em primeiro lugar, permitiu a criação do ISIS, a fim de causar terror, divisão e caos no Oriente Médio. Em seguida, esse terror e violência foram “exportados” para o mundo ocidental através de inúmeros ataques terroristas (leia o meu artigo intitulado ISIS: Uma Criação da CIA para justificar a Guerra no Oriente Médio e a Repressão no Ocidente para mais informações).

Enquanto isso, uma agenda “devemos aceitar os refugiados” varreu a Europa e a América, resultando na rápida imigração de centenas de milhares de refugiados sírios afetados pela violência. Aqui está uma equação simples: Imigração + Terror = Medo, ódio, tensão e pânico. O caos e incerteza resultantes são exatamente o clima que “eles” estão procurando criar.

O lema da elite é Ordo Ab Chao (Ordem a partir do caos). Tendo isso como seu propósito, a elite está intencionalmente procurando trazer o caos para os países, a fim de justificar séria repressão. O movimento “devemos aceitar os refugiados” que tomou conta do Ocidente não apareceu espontaneamente do nada. É o resultado da pressão de uma pessoa e de uma organização extremamente poderosas: George Soros e sua Fundação Sociedade Aberta.

George Soros e a Fundação Sociedade Aberta

George Soros

George Soros

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Em 2015, vários países ocidentais aceitaram uma quantidade sem precedentes de refugiados sírios em um processo que foi levado às pressas, de forma impopular e um tanto improvisada. Isso afetou principalmente a Alemanha (100.000 imigrantes), a Suécia (65.000), o Reino Unido (7000) e a França (7000), juntamente com a Hungria, a Dinamarca, o Canadá e a Austrália. Esse esforço concertado foi empurrado da mesma fonte: a Fundação Sociedade Aberta. E o bilionário por trás de tudo é George Soros, o homem que “quebrou o banco de Londres”.

George Soros é um financista húngaro-americano, membro proeminente da elite mundial, que é um personagem importante na formação de uma Nova Ordem Mundial. Esse ex-membro do Conselho de Administração do Conselho de Relações Exteriores tem apoiado e financiado numerosas organizações e políticas que permitam a globalização. Ele financiou a campanha de Obama e visita regularmente a Casa Branca para garantir que as suas políticas estejam sendo seguidas.

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A Fundação Sociedade Aberta de Soros tem sido uma força poderosa promovendo a imigração em massa em todo o mundo. Em um memorando vazado de maio de 2016, a Fundação Sociedade Aberta aplaudiu sua influência sobre as políticas de imigração no mundo (você pode ler o memorando completo aqui):

Um memorando de nove páginas intitulado “Migration Governance and Enforcement”, fornece insights sobre como a ONG tem influenciado a política de imigração em uma escala global.

“A atual crise de refugiados está criando espaço para reconsiderar a gestão da migração e do regime internacional dos refugiados”, afirma o relatório, acrescentando que as ambições do grupo incluem “fortalecer a norma de definição” da imigração e “proteger de forma mais eficaz os direitos dos imigrantes.”

“Nosso objetivo era prevenir a violação dos direitos dos imigrantes, minimizando os duros controles nas fronteiras e diminuindo o uso generalizado de detenção e deportação”, o relatório da Fundação Sociedade Aberta admite.

“Nós deliberadamente evitamos o termo ‘governança global’, porque não existe um sistema único a nível mundial para a gestão da imigração”, afirma o relatório elaborado pelo agentes do Soros Anna Crowley e Kate Rosin.

O memorando vazado também deixa claro que a ONG vê a crise dos imigrantes como uma oportunidade para expandir sua agenda globalista.

“Como nossas aspirações têm evoluído, nossas metas mudaram, de redução de danos a soluções baseadas em política de influenciar mais proativas”, afirma o relatório.

“O clima atual apresenta novas oportunidades para a reforma da gestão da imigração a nível global, quer seja através do sistema multilateral existente, ou reunindo uma série de atores para pensarem mais inovadamente.”

O relatório também discute falhas para capitalizar as oportunidades de estimular apoio para questões de imigração e de financiamento, mas diz que “a crise os refugiados está abrindo novas oportunidades para isso.”

O relatório divulgado também lamenta a “ascensão da direita radical”, e diz que os argumentos tradicionais dos advogados de imigração “não estão funcionando”, no entanto, a ONG está “experimentando com enquadramentos e argumentação, tanto a nível de elite quanto a populares.”

Ao invés de trabalhar maneiras de conter o fluxo de imigrantes, o relatório ao invés insiste que países, incluindo os da Europa e do Mediterrâneo, devam aceitar a “crise atual como o novo normal” e procurar mais para frente soluções de planejamento a longo prazo.

“Há uma necessidade de criar mais espaço para a reflexão, inventariação e desenvolvimento de estratégias de médio e longo prazo.”

– The Daily Caller, “Leaked Soros Memo: Refugee Crisis ‘New Normal,’ Gives ‘New Opportunities’ For Global Influence”

A política impopular das “portas abertas” de Merkel e programas similares em todo o mundo são um resultado direto dos esforços de Soros. Não se deixe enganar: a organização de Soros não está promovendo a imigração por compaixão. O fluxo apressado, não filtrado de imigrantes não documentados é conhecido por causar escravidão, prostituição, criminalidade e abuso infantil. Em vez de integrar os imigrantes de forma adequada, permitindo que se tornem cidadãos naturalizados de pleno direito, o processo de refugiados atual permite a criação de uma segunda classe de cidadãos que é vulnerável e sujeita a abusos.

Enquanto isso está acontecendo, ataques terroristas horríveis estão ocorrendo em toda a Europa (quer sejam operações de falsa bandeira ou não). Naturalmente, isso tem feito muitas pessoas dizerem: “Talvez devêssemos ter cuidado com quem entra no nosso país.”

Nos Estados Unidos, as fundações Soros têm feito um duro trabalho facilitando o fluxo de imigrantes ilegais do México. Um memorando da Fundação Sociedade Aberta vazado de fevereiro de 2016 até provou que a organização procurou influenciar o Supremo Tribunal em relação às decisões sobre a imigração ilegal.

Previsivelmente, alguns cidadãos americanos estão dizendo agora: “Talvez devêssemos ter cuidado com quem entra no nosso país”. E Donald Trump está lá para defender esse movimento. No entanto, ele também está lá para associar esse movimento com a aura horrível de ódio e racismo.

Trump, o Alt-Right

A ideia de fechar fronteiras e a integração dos imigrantes legais são questões políticas reais que devem ser discutidas em uma questão racional e sensata. Mas, ao associar as políticas anti-Soros com um contexto mais amplo de racismo e fascismo, o tópico inteiro é desacreditado e rejeitado do espaço público.

As eleições presidenciais de 2016 são o local perfeito para trazer esta agenda para casa. Enquanto muitos se perguntam como um personagem como Donald Trump ainda conseguiu tornar-se um candidato presidencial, a resposta é bastante “deplorável”: ele está sendo usado para desacreditar aqueles que são contra a agenda de Soros.

Toda a campanha de Trump tem girado em torno da imigração. No entanto, ao invés de abordar essas questões de forma racional (que é o que a maioria dos eleitores deseja), ele nunca deixa de ir “longe demais”, invocando o espírito horrível da intolerância e justificando o uso de generalizações raciais. Ao afirmar que “o México envia criminosos e violadores” e propor a proibição da imigração muçulmana, Trump está, muito intencionalmente, “indo longe demais”.

A questão não é se “Trump é um racista ou não”. Isso é irrelevante. O que é relevante é a forma como a sua campanha é apresentada na mídia.

Uma das muitas manchetes em todo o mundo, associando Trump com o racismo e movimentos nacionalistas.

Uma das muitas manchetes em todo o mundo, associando
Trump com o racismo e movimentos nacionalistas.

Os meios de comunicação também têm documentado o surgimento de um movimento apelidado de “alt-right” ou direita alternativa em português. Existe até mesmo um verbete na Wikipédia.

O alt-right é um segmento de ideologias de direita apresentado como uma alternativa ao conservadorismo dominante nos Estados Unidos. Ele foi descrito como um movimento unificado pelo apoio para o candidato presidencial republicano Donald Trump, bem como pela oposição ao multiculturalismo e a imigração.

O alt-right não tem ideologia oficial, embora várias fontes disseram que ele está associado com o nacionalismo branco, supremacia branca, o anti-semitismo, o populismo de direita, nativismo, e o movimento neoreacionário.


Foi dito ser um movimento em grande parte em linha com memes de Internet amplamente utilizados para avançar ou expressar suas crenças, muitas vezes em sites como o 4chan.

– Wikipédia

Apesar do fato de que o núcleo deste movimento seja liderado por trolls na Internet, a mídia de massa faz um festival de manchetes chocantes. O objetivo: igualar Trump e suas políticas com o racismo.

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“Líderes alt-right: Nós não somos racistas, apenas 
odiamos judeus”. Uma manchete típica sobre o alt-right. 

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Outra. E, desta vez sobre sobre os homossexuais. 

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“Líderes alt-right sediaram uma coletiva de imprensa 
para explicar seu movimento. Houve racismo”. É claro!

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O filho de Donald Trump também é associado a grupos de ódio.

À luz das controvérsias que envolvem Trump, Hillary se torna a escolha “racional” e “razoável”. Ela é a candidata padrão. Até mesmo republicanos notáveis não podem ser associados com Trump.

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O ex-presidente dos EUA, e Republicano, 
George HW Bush… votando em um democrata? 

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Secretário de Estado de George W. Bush, 
Colin Powell, também não é um fã de Trump.

Hillary, a Candidata Padrão

Vamos ser real. Embora a corrida parecerá apertada, Hillary está lá para ganhar.

Ninguém realmente gosta dela. Ela realmente não tem um plano. Ela está completamente comprada e vendida pela elite mundial, os banqueiros e todos os lobbies que se possa imaginar. Mas ela está configurada para ser a presidente. E o próprio Soros tem estado ativamente envolvido em sua campanha.

O bilionário George Soros e outros doadores liberais vão financiar uma nova campanha de US$ 15 milhões para mobilizar os latinos e outros imigrantes neste outono, na esperança de canalizar indignação com a retórica política de Donald J. Trump e de outros republicanos em uma onda de votos para candidatos democratas em novembro.

– NY Times, Soros and Other Liberal Donors to Fund Bid to Spur Latino Voters

Os Clintons estão profundamente envolvidos em organizações de elite, como os Bilderbergs, a Comissão Trilateral e do Conselho de Relações Exteriores. Hillary participou da reunião Bilderberg em 1997. Seu marido Bill Clinton participou da reunião em 1991 – dois anos antes de ser eleito presidente. Bill Clinton também é membro da Comissão Trilateral, um grupo de “discussão” influente fundado por David Rockefeller.

Neste vídeo, Clinton, como senadora de Nova York, diz que está ansiosa para ser “dita o que fazer” pelo Conselho de Relações Exteriores.

Embora Hillary não tenha apresentado uma única ideia original para melhorar o país, ela deu um motivo para votar nela: porque ela é uma mulher (conforme esta compilação de vídeos).

Sem sequer mencionar a série de mortes misteriosas que cercam os Clintons e o embaraçoso escândalo da exclusão de e-mails, já se pode discernir que Hillary não é nada de diferente e novo. Na verdade, ela é a personificação do eterno governo da velha elite mundial. No entanto, a maioria das pessoas acabarão por concluir que ela é a “menor dos dois males”.

Conclusão

O público americano está sendo forçado a escolher entre duas opções – e ambas são terríveis. Na verdade, as duas opções são, basicamente, a mesma opção. Como a maioria das eleições presidenciais no passado, o vencedor já foi escolhido pela elite global. A menos que uma mudança inesperada dos eventos ocorra, Hillary foi feita para ganhar. O papel de Trump nessa história é liderar o movimento anti-Soros, associá-lo com termos horríveis como o “racismo”, misturando-se com o ridículo movimento “Alt-right”, e, por último, acabar com tudo de uma forma estúpida.

Neste sentido, Trump é tão útil para a elite quanto Hillary. Ambos desempenham um papel. O “de fora” provavelmente vai ficar de fora e o “de dentro” vai provavelmente ficar dentro. E os americanos realmente não têm uma escolha: A eleição presidencial de 2016 é uma farsa completa. [FONTE: VC / Via: Knowledge is Power – Danizudo]

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