Um Bitcoin por um milhão de dólares antes do que você imagina!

“As pessoas temem aquilo que desconhecem e odeiam aquilo que não podem dominar.”

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Andrew Smith

Este é o tipo de artigo que traz a certeza de uma pergunta seguida de uma enxurrada de acusações ao autor. Se alguém especula sobre o preço futuro do bitcoin (BTC), é imediatamente indagado se possui bitcoins. Caso não os tenha, ou apenas em pequena quantidade, é tachado de hipócrita (“se acredita tanto, por que não investe mais?”). Se tem uma boa quantidade, é acusado de fazer propaganda com interesse puramente egoísta (“pump and dump”). Antecipando-me ao leitor, aviso que tenho um percentual minoritário de ativos em BTC.

Qual seria o preço justo do bitcoin? No momento em que digito essas palavras, cada um está cotado a 313 dólares. Para quem acredita em mercados eficientes, este valor estaria muito próximo ao valor justo. O preço embutiria uma miríade de compradores, especuladores, investidores de curto e longo prazo e empreendedores. Caso fosse tão óbvia a subida da cotação, inúmeros investidores se antecipariam, trazendo o preço de momento para perto da expectativa razoável.

Este raciocínio, entretanto, traz consigo duas suposições incorretas. Primeiro ele pressupõe um disseminado conhecimento acerca do bitcoin dentre os investidores. Além disso, ele toma como premissa que os crentes no bitcoin tenham acesso ilimitado a capital, permitindo trazer a cotação para próximo de suas previsões.

Nada poderia estar mais distante da realidade. Por exigir um razoável entendimento de economia/moeda, matemática e informática, compreender o bitcoin é para poucos (estou longe de ser um expert técnico, por sinal). Esse desconhecimento quanto ao assunto “moeda” de modo geral é explorado por governantes e bancos do mundo inteiro. Toma-se o aumento de preços como algo tão natural quanto a chuva, e a vida segue sem que as pessoas se perguntem por quê.

Nossa mente segue o princípio do prazer, evitando contradições, remorso ou preocupações. Criamos desculpas inconscientes, somos condescendentes com nós mesmos ou nos fazemos de vítimas. É psicologicamente mais confortável para o leigo em bitcoin rejeitar a ideia com argumentos rasos como “o governo jamais vai deixar isso aí” ou “não tem lastro algum.

Esta reação não é exclusiva do cidadão mediano. Muitos gestores de fundos e executivos do setor de finanças ou tecnologia têm adotado este tipo de discurso. Alguns, diante do crescimento das transações em bitcoin para seu pico histórico e da aceitação por grandes companhias, rendem-se parcialmente, com uma frase esquizofrênica ouvida à exaustão no último ano: “vejo futuro na tecnologia blockchain, mas não no bitcoin.

Acontece que um não existe sem o outro. É preciso o incentivo monetário para que a rede cresça em poder computacional distribuído e garanta transações seguras.

Resta então um número diminuto de indivíduos com conhecimento simultâneo de economia e informática (além dos raros com motivação libertária) capazes de perceber a oportunidade que representa o bitcoin e seu potencial de crescimento. Muitos ainda na faculdade, outros com pouco acesso a crédito. Uma comunidade pequena, mas crescente, fanática e apaixonada, que não usa a palavra “evangelizar” por acaso.

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Não cabe qualquer discussão em relação ao fato de que o bitcoin é uma moeda muito superior às atuais: de escassez rigidamente programada, com transações muito mais rápidas do que qualquer outro modo online, que não conhece fronteiras nem é sujeita a confiscos. Uma moeda nascida na internet, sem dono (código open source) e capaz de oferecer menor grau de exposição da identidade dos seus usuários.

Quebrar o efeito rede, entretanto, não é fácil. Sem limite à sua impressão desde o início da década de 70, o dólar tem performance pífia quando se trata de preservar o poder de compra do consumidor. É arriscado de transportar e estritamente limitado em viagens internacionais. Ainda assim, todo mundo usa. Em tudo que é canto há gente guardando dólar, trocando dólar. E o fazem porque outras pessoas também o fazem, o que traz uma tremenda utilidade à moeda. Fosse o bitcoin apenas um pouco melhor do que o dólar, estaria fadado ao fracasso.

Só que essa superioridade é colossal, como atesta a resiliência do BTC após numerosas bolhas especulativas, mantendo até hoje um piso que é sempre superior ao topo da euforia anterior. É seguro prever que, depois de algum tempo, o potencial retorno fará com que mais e mais investidores saiam de sua zona de conforto e aprendam a comprar e guardar bitcoin. Os 300 milhões de dólares de venture capital investidos no ecossistema bitcoin este ano devem tornar essa parte mais fácil e confiável.

Enquanto isso, a cada 4 anos o ritmo de emissão de novos BTC cai pela metade. Teremos oferta certamente reduzida e demanda que pode ser não apenas crescente, mas exponencial. Por mais que se avise que “rentabilidade passada não é garantia de desempenho futuro”, é notório o fato de que ativos com grande performance têm maior visibilidade e atraem mais investimentos.

DEVEMOS COMPARAR O BITCOIN COM O QUÊ?

O BTC provavelmente funcionará como um “buraco negro financeiro”, engolindo frações de múltiplos mercados. Cabe falar de alguns deles aqui.

REMESSAS INTERNACIONAIS

Em 2013 foram enviados mais de 500 bilhões de dólares entre indivíduos de diferentes países. Tal cifra cresce mais rapidamente do que o PIB global e tem um custo por transação de quase 10%, que ceifa padrão de vida de uma parcela mais pobre da população.

É bem verdade que a velocidade das transações com bitcoin permite que um volume maior de remessas seja absorvido sem tanto impacto no preço, mas ainda assim podemos esperar não apenas que o volume enviado com bitcoin venha a crescer (graças ao custo inferior àquele cobrado por Western Union e bancos), mas que também irá aumentar graças ao bitcoin. Muitas transferências só se tornarão economicamente viáveis com o BTC – algo que permite falar em ganho de produtividade e padrão de vida em escala global.

PARAÍSOS FISCAIS

As estimativas do total de capital financeiro repousando em paraísos fiscais varia de cinco a mais de 20 trilhões de dólares. Ocorre que o processo de envio aos chamados “tax havens” está longe de ser paradisíaco: gastos com advogados, risco de falhas no processo ou mudanças na legislação do país de destino (realidade cada vez mais próxima na Suíça) e impostos (ainda que menores do que no país de origem) precisam entrar nos cálculos de qualquer potencial investidor.

Fatalmente um percentual, ainda que pequeno, destes recursos será direcionado para o bitcoin, de execução mais simples, custo muito mais baixo e menor exposição da identidade.

BITCOIN TORNOU O OURO OBSOLETO

Sei que preciso tomar um copo d´água antes de falar do ouro, um gigante com um efeito rede milenar, cultura e simbolismo subjacentes, além de um valor de mercado de 8 trilhões de dólares.  A verdade, entretanto, é que o bitcoin torna o ouro obsoleto e deve tomar uma fatia cada vez maior de seu mercado.

Precisamos lembrar aos gold bugs que o ouro quase não é usado para remessas internacionais, é arriscado (e consequentemente caro) de transportar, não permite que se compre drogas ou se aposte sentado em frente ao laptop (não estou fazendo apologia, apenas constatando a existência – eterna – de mercados negros) e ainda tem seus ganhos fortemente tributados .

DEMAIS INVESTIMENTOS

É perfeitamente plausível que muitas pessoas deixem de investir uma parte (que seja uma parcela minoritária) de seu dinheiro em ações, imóveis, dívida pública ou empreendimentos de risco para alocar um determinado percentual em bitcoin. No mundo inteiro poupanças familiares são corroídas por custos de manutenção de imóveis, desvalorizações súbitas da moeda nacional ou confiscos, de modo que o bitcoin oferece diversificação e funciona como uma espécie de seguro contra catástrofes financeiras nacionais.

UM DETALHE

Quase todas as estimativas do valor do bitcoin calculam o seu valor com base nos números atuais de PIB, comércio global e investimentos. A especulação costuma gerar apenas em torno do percentual de mercado que o BTC seria capaz de absorver. Desconsidera-se, todavia, que uma moeda escassa, ágil e pseudônima, fácil de proteger e transportar seria capaz de aumentar em muito a riqueza e a produtividade globais. O mesmo market share no futuro pode significar muito mais.

Um bitcoin a 1 milhão de dólares (valores reais de hoje) significaria um valor total da soma de todos os bitcoins de quase 14 trilhões de dólares neste momento. Isso dá o dobro do valor total do ouro, uma moeda que não se presta às transferências internacionais de baixo custo, não é aceito em qualquer loja online e é pouco usado em transações informais, caro para dividir e sujeito às falsificações.

Por mais delirante que possa parecer esta previsão ao mesmo tempo em que completamos um ano de cotação em queda, é importante respeitar o BTC. A rede segue funcionando e os usuários aumentando. A hiperbitcoinização pode estar logo ali…daqui a 2 anos ou daqui a duas gerações.

FONTE: https://www.bitcoinnews.com.br

MAIS…

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