Venezuela desafia o Império e abandonará o dólar na negociação de petróleo, gás e ouro – China compra petróleo com ouro apoiado no Yuan

Recusando vender petróleo por dólares, Venezuela enfraquece EUA e reforça China. Yuan tem potencial real para substituir o dólar no sistema financeiro global?

Recusando vender petróleo por dólares, Venezuela enfraquece EUA e reforça China. Recentemente, foi relatado que as autoridades venezuelanas decidiram abrir mão da moeda estadunidense nas vendas do petróleo com o fim de minimizar o efeito nocivo das sanções da Casa Branca. O especialista em assuntos econômicos globais russo, Vasily Koltashov, conta ao que isso pode levar com efeitos sobre o bem-estar da economia americana.

Hoje (14/09/2017), a edição Wall Street Journal informou, citando suas fontes anônimas, que o governo venezuelano tinha recusado processar pagamentos pelo petróleo exportado em dólares — a moeda tradicional para tal tipo de procedimentos — e alegadamente já teria começado a receber transações em euros.

Embora esta decisão ainda não tenha sido formalmente anunciada por Caracas, tais relatos não podem deixar Washington indiferente. O serviço russo da Rádio Sputnik conversou com o chefe do Centro de Estudos Econômicos do Instituto de Globalização e Movimentos Sociais, Vasily Koltashov, sobre os potenciais efeitos que tais atividades poderão criar não só para o sistema financeiro estadunidense, mas também de todo o mundo.

“Podemos parabenizar a liderança venezuelana, pois ela tomou uma decisão que já há muito tempo tem estado pendente e virou um dos pioneiros nesse sentido, porque a recusa de pagamentos petrolíferos em dólares é o primeiro passo para descartar o uso do dólar em geral, não só para a Venezuela, mas para os outros países também. Esta deve ser uma notícia pouco agradável para os EUA, mas receio que nos últimos anos eles se tenham excedido, desatando uma guerra de sanções contra a Rússia e exercendo pressão contra vários países, inclusive latino-americanos”, manifestou.

Na opinião do especialista, tal política agressiva de Washington foi exatamente o motivo para que nos outros países surgisse a ideia de descartar o dólar como ferramenta de pagamentos internacionais. Além disso, Koltashov se mostra bem pessimista em relação à própria economia estadunidense, afirmando que “já não está em tal forma que tome posições de líder ou permita que os outros acreditem nela”.

Nesse contexto, outra superpotência chega ao pódio, e esta é a China. Dado que ela tem virado um parceiro cada vez mais sólido da Venezuela, Caracas terá alegadamente planos para processar pagamentos não só em euros, mas também em yuanes. E isto, evidentemente, já faz o jogo do Pequim.

“Para a China, hoje em dia, é uma tarefa vital passar para o yuan no comércio exterior, ou seja, substituir o dólar pelo yuan, pois, primeiro, o mercado chinês atualmente é muito maior que o mercado estadunidense. Segundo, o yuan está precisando muito ser apoiado pelo comércio. A Venezuela, nesse caso, está ajudando as autoridades chinesas”, explica Koltashov.

Para a iminente queda do dólar nessa situação contribui também, segundo sublinha o economista, o clima interno nos próprios EUA. Para ele, a ilusão sobre a economia norte-americana ter saído da crise e estar crescendo, existente em 2014, não tem nada a ver com a realidade.

“Hoje em dia, não diria que a situação fosse a oposta, mas é, digamos, complicada. Está claro que os EUA não saíram nada da crise, Trump não pode conduzir nenhuma política econômica nova, está bloqueado, há crise política, incerteza na esfera de economia”, assinala.

Koltashov frisa, porém, que a Venezuela não é o único país a ajudar Pequim a consolidar sua moeda no palco internacional, pois para se consolidar qualquer moeda precisa de um “suporte comercial”, ou seja, transferências nacionais e, o que é ainda mais importante, internacionais. Isto, por sua vez, protege a moeda de uma possível desvalorização, sublinha o economista.

O especialista adianta que o BRICS também é um dos blocos importantes nesse sentido, afirmando, porém, que somente a Rússia atualmente tem o potencial real de ser um parceiro viável da China nessa situação concreta. Entretanto, o economista indica o Equador como potencial usuário do yuan nas vendas internacionais. [FONTE: Sputnik News]

China compra petróleo com ouro apoiado no Yuan. China e Rússia cravando de vez o punhal no coração do petrodólar! China se preparando para lançar contratos futuros de petróleo usando yuan conversível para ouro. Com isso Rússia, Irã e outros produtores poderão aceitar yuan e logo em seguido convertê-los para ouro. Resumindo: trocar petróleo por ouro!

Os exportadores de petróleo, como a Rússia e o Irã, poderão em breve ignorar o dólar dos EUA – e converter o yuan em ouro.

Xi Jinping e Vladimir Putin

O principal importador de petróleo do mundo, a China, está se preparando para lançar um contrato de futuros de petróleo bruto denominado em yuan chinês e conversível em ouropotencialmente criando o benchmark de óleo asiático mais importante e permitindo que os exportadores de petróleo ignorem os benchmarks denominados em dólares norte-americanos por negociação em yuan, Nikkei Asian Review relatórios.

Os futuros do petróleo bruto serão o primeiro contrato de commodities na China aberto a fundos de investimento estrangeiros, casas comerciais e empresas petrolíferas. A evasão do comércio do dólar americano poderia permitir que os exportadores de petróleo, como a Rússia e o Irã, por exemplo, para ignorar as sanções dos EUA negociando em yuan, de acordo com Nikkei Asian Review. Para tornar o contrato denominado em yuan mais atraente, a China planeja que o yuan seja totalmente conversível em ouro nas trocas de Xangai e Hong Kong.

No mês passado, o Shanghai Futures Exchange e sua subsidiária Shanghai International Energy Exchange, INE, completaram com sucesso quatro testes em ambiente de produção para futuros de petróleo bruto e a troca continua com trabalhos preparatórios para a listagem de futuros de petróleo bruto, com o objetivo de lançar por no final deste ano.

“As regras do jogo mundial de petróleo podem começar a mudar enormemente”, disse à Nikkei Asia Review, Luke Gromen, fundador da empresa de pesquisa macroeconômica FFTT, com sede nos EUA.

Sim, as regras estão mudando. Bem-vindo a um mundo verdadeiramente multipolar, onde as nações não precisam mais ser encadernadas ao dólar:

O preço dos ativos da China em yuan – juntamente com o plano da Bolsa de Valores de Hong Kong para vender contratos de ouro físicos com preço na moeda – criará um sistema onde os países podem esquivar o sistema bancário dos EUA, disse Tinker em 30 de agosto.

“Tendo aceitado o pagamento de petróleo ou gás em yuan, o vendedor, seja Rússia ou Arábia Saudita ou qualquer outra pessoa para esse assunto, não precisa se preocupar com o excesso de yuan, eles podem simplesmente trocá-lo de volta em ouro”, disse Tinker.

“Estamos nos movendo para um mundo multipolar”.

[FONTE: RUSSIA INSIDER] Preparar-se. 

O que significa a medida ousada da Venezuela ao descartar vender petróleo por dólares? Ontem (15/09/2017), o presidente venezuelano Nicolás Maduro confirmou que seu país começou recebendo pagamentos pelo petróleo em yuans, em vez de dólares, como medida de resposta às sanções estadunidenses. O especialista em economia Rafael Quiroz Serrano explica em detalhe o que isto significará.

Em uma conversa com a Sputnik Mundo, Rafael Quiroz Serrano, chefe da cátedra de Economia e Políticas Petroleiras da Universidade Central da Venezuela (UCV), disse que este anúncio tem lugar no calor de uma “emoção do governo venezuelano reagindo à decisão dos EUA”. O especialista ressaltou que o pacote de sanções emitido pela Casa Branca afeta, sobretudo, “as operações financeiras, basicamente o mercado de ações”.

“Estamos falando, sobretudo, dos títulos soberanos da República ou da PDVSA [empresa estatal Petróleos de Venezuela]. Isto afeta essas transações de tipo financeiro, mas não o mercado petroleiro. Os gringos não meteram a mão na produção petroleira”, afirmou.

“Não foi lançada nem a proibição nem a limitação em relação às exportações norte-americanas à Venezuela, nem às importações do petróleo venezuelano aos EUA. Assim, não impuseram nada de inconvenientes, castigos, repressões ou disciplina, absolutamente nada. Nisso não tocaram”, resumiu.

Na opinião do entrevistado, essa medida tem “pouca racionalidade”. Quiroz relembrou que, no início da década de 90, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP, da qual a Venezuela participa) planejava descartar o dólar como “moeda referencial de pagamento”. Depois, porém, a entidade concluiu que “não era recomendável”.

Nos meados da década de 2000, quando o governo venezuelano era liderado por Hugo Chávez, a OPEP voltou a avaliar esta medida. O acadêmico relembrou que a conclusão, de novo, foi que “mudar o sistema monetário para as transações comerciais do petróleo” não era adequado.

Abandonar o dólar como meio de pagamento implicaria um desafio para o país latino-americano. Atualmente, diz Quiroz, ele produz 1.965.000 barris por dia. No mercado interno, ficam 600.000, enquanto 785.000 vão para EUA. Os restantes se exportam para mercados como a China, a Índia e os países da região.

A única forma de a PDVSA ser afetada, seria no repatriamento dos dividendos das suas filiais nos EUA, o que implicaria a perda de US$ 450 milhões.

“Os EUA não se iriam meter [com o petróleo] porque o preço da gasolina aumentaria em 24 horas, especialmente nas regiões onde a Venezuela tem suas refinarias, ou seja, em Illinois e Texas. Também não tomarão uma decisão contra as exportações dos EUA à Venezuela, isto é, 110 mil barris de óleo cru leve, 57 mil barris de gasolina e 39 mil barris por dia que compramos de componentes ou aditivos para fazer gasolina “, refletiu. [FONTE: Sputnik News]

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