Igreja ao gosto do freguês – Carta à Laodiceia

por Daniel Araújo

Daniel Araújo

Carta à igreja em Laodiceia, uma das 7 Igrejas do Apocalipse.

Da ilha de Patmos o Apóstolo João enviou a Carta do Senhor Jesus O Cristo para a Igreja de Laodiceia, onde hoje é a cidade de Pamukkale na Turquia. Laodiceia significa justiça do povo. O nome Laodiceia deriva-se do grego: laos = povo + dikaios = justiça. É a Igreja da Democracia, o ‘direito que emana do povo’, fazendo frente à Teocracia, o domínio Divino. O nome também foi dado em homenagem à Laodice, esposa do imperador Antíoco II3. Por este motivo, parece que havia mais de um lugar com o mesmo nome (Colossenses 4.16).

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A Igreja era rica, mas apática, complacente, negligente; nela não havia mais a sede de Deus, a sede da palavra; tornou-se materialista.

É tempo de reflexão, arrependimento e mudança… antes que o preço a ser pago, custe muitas vidas, empregos, fome, epidemias e um grande colapso, como nunca houve na história…

A igreja cristã está no auge, mas está mergulhada na apostasia da idolatria do antropocentrismo e se cala…

Na carta à igreja em Laodiceia, Jesus não citou nenhuma doutrina errada e nenhum pecado de imoralidade. Ele não condenou a igreja por práticas idólatras. Esta igreja, que se achava rica e forte, foi criticada por seu orgulho e auto-suficiência. Exaltou-se, ao invés de se humilhar diante do Senhor dos senhores. Quem tem ouvidos… (22): Jesus bate e chama. Cabe ao homem ouvir e atender a sua voz! 

Qual a relação de Laodiceia com os tempos atuais?

Por que o Apóstolo João fez advertências à pessoas que eram religiosas?

 

Carta à igreja em Laodiceia.

Está escrito? “E ao anjo da igreja de Laodiceia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego,e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”. (Apocalipse 3: 14-21)

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A cidade

O vale do rio Lico, na Ásia Menor, tinha três cidades principais: Colossos, conhecida por suas fontes de água fria, Hierápolis, conhecida por suas fontes de águas termais; e Laodiceia, uma cidade próspera e autosuficiente, que servia como centro financeiro e comercial da região, conhecida por sua igreja morna, que causou enjoo no seu Senhor, Jesus Cristo.

Ao Anjo da Igreja em Laodiceia (3:14-22)

A igreja em Laodiceia (14): A igreja em Laodiceia é citada no Apocalipse (aqui e em 1:11) e na carta de Paulo aos colossenses (4:13-16). As cidades de Laodiceia, Colossos e Hierápolis (veja Colossenses 4:13) ficavam no vale do rio Lico. Laodiceia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha via aquedutos das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodiceia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam. Semelhantemente, Jesus sentiu vontade de vomitar de sua boca a igreja de Laodiceia (3:15-16).

Outras características de Laodiceia servem como base para a linguagem desta carta. Foi conhecida como um centro bancário (3:17-18). A região produzia lã preta (3:18) e um tipo de colírio para os olhos (3:19).

Devido a sua prosperidade, era o lar de muitos milionários, contando com teatros, estádio e um ginásio equipado com banhos. A cidade era tão rica que seus habitantes declinaram em receber ajuda do governo após a cidade ter sido parcialmente destruída após um terremoto que ocorreu no ano 60 d.c. Laodiceia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, na Turquia, no cruzamento de algumas das principais estradas da Ásia Menor.

Na época, a água da cidade vinha, via aquedutos, das fontes termais de Hierápolis, chegando morna em Laodiceia. A cidade tinha uma famosa escola de medicina, que produzia, dentre outras coisas, um remédio para olhos fracos. Na cidade, a macia lã negra das ovelhas do vale era tecida em peças de roupa. Devido a sua riqueza e prosperidade, a cidade era também conhecida por sua arrogância.

A igreja

A atitude dos crentes de Laodiceia não era diferente da dos demais habitantes da cidade. Esses crentes eram presunçosos e soberbos. Jactavam-se de sua posição social, de sua riqueza, de sua influência e, por isso, imaginavam que, espiritualmente, eram privilegiados. Pensavam que sua prosperidade era um inequívoco sinal da aprovação de Deus sobre suas obras, por isso, diziam em seus corações: “Estou rico e abastado, não preciso de coisa alguma”. Esses crentes haviam se esquecido de que dependiam do maná vindo do céu, julgando que não precisavam do favor divino.
Jesus Cristo se apresenta a essa igreja como o princípio e o fim de toda a criação de Deus. Aquele que era fiel e verdadeiro, e que não podia se influenciado por nada em Sua justiça. Em outras palavras, Jesus Cristo se apresenta como Aquele que tinha todo o controle sobre a criação, e que Seu julgamento era reto e justo, visto que nenhuma riqueza o poderia corromper.

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Jesus Cristo conhecia o coração daqueles crentes, e conseguia ver muito além da aparente prosperidade espiritual que os envolvia. Sua repreensão usa como pano de fundo a situação vivida por aquelas pessoas, e ele se coloca como totalmente enjoado por sua soberba, totalmente nauseado, a ponto de vomitá-los de Sua presença.

Essa expressão não era de difícil entendimento para aqueles crentes. Como já dissemos, a água da cidade vinha de fontes termais, e chegava morna nas torneiras. Muitos, ao bebê-la, sentiam essa sensação de vômito, e era exatamente assim que o Senhor descreve Seu sentimento em relação àquela igreja.

Jesus Cristo afirma que seria melhor que fossem frios ou quentes. As águas termais de Hierápolis ajudavam no tratamento de alguns problemas de saúde. As águas frias de Colossos eram boas para beber. Mas as águas mornas de Laodiceia davam ânsia de vômito!

Jesus Cristo afirma que aqueles crentes, ao contrário do que pensavam, eram crentes infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus. Eles podiam, em termos materiais, serem abastados, bem vestidos e aquecidos com suas roupas de lã e com seus olhos bem tratados pelos colírios produzidos na cidade, mas, em seu coração, eram miseráveis. Não tinham nada, estavam totalmente desprovidos da graça de Deus.

Após o pecado original, Adão e Eva não tiveram coragem de se apresentar a Deus, pois sentiram vergonha de sua nudez. Esses crentes, embora aparentemente bem vestidos, também estavam nus diante do Criador. Estavam sujos por seu pecado, e por isso, estavam na condição de miseráveis.

Saulo, após seu encontro com Jesus Cristo diz que, nada conseguiu ver, até que, por ordem do Senhor, Ananias lhe impôs as mãos e, de seus olhos caíram às escamas que lhe impediam de ver as realidades espirituais.

Está escrito: “Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele passou a ver novamente. Levantando-se, foi batizado”. (Atos 9: 18)

O Desafio

No livro de Tiago, no capítulo 4, versículo seis, o Senhor lembra a sua igreja, que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Está escrito: “Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. (Tiago 4: 6)

E os convida nos versículos oito, nove e dez.

Está escrito: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”. (Tiago 4: 8-10)

Essa era a atitude que o Pai esperava de Seus filhos. Por isso Ele os convida a dEle comprar ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.

O Senhor desejava que Seus filhos entendessem que a verdadeira riqueza é espiritual, e vem exclusivamente de Deus; as verdadeiras vestes são as vestes de justiça, de santidade, as vestes brancas que o Senhor reservou para seus filhos e que, somente por Ele, eles poderiam ser curados da cegueira espiritual que os afligia.

Assim, o versículo dezenove do capítulo 3 do livro de Apocalipse apresenta o desafio do Criador:

Está escrito: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. sê, pois, zeloso e arrepende-te”. (Apocalipse 3: 19)
A correção que vem de Deus é uma manifestação do Seu amor.

Está escrito: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado. E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. (Hebreus 12: 4-11)

Deus ainda amava esses crentes, e os convida a voltar a Ele. Isso nos ensina sobre Sua misericórdia e que, conforme diz sua Palavra: não resiste ao coração humilde e contrito.

Está escrito: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. (Salmos 51: 17)

É por isso que Ele se apresenta à igreja como Aquele que estava à porta de seus corações, esperando deles uma atitude de humildade, para recebê-Lo em sua casa. Ele deseja ter comunhão com o Seu povo, estar com eles e desfrutar de sua companhia.

A promessa

Ao vencedor, Jesus Cristo promete o assentar-se com Ele em Seu trono. Em Seu trono, em Sua presença, em Sua constante companhia.

Está escrito: “Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono”. (Apocalipse 3: 21)

Deus quer Seus filhos ao Seu lado, e essa é a promessa àqueles que se renderem a Ele, com o coração quebrantado, confiados em Sua maravilhosa graça.

Informação:

A Igreja ao Gosto do Freguês.

T.A.McMahon

O movimento chamado “igreja ao gosto do freguês” está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de “desigrejados” ou “João e Maria desigrejados”). A pesquisa questiona os que não frequentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os “desigrejados”, mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!

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Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren (“Uma Igreja com Propósitos”). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.

Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.

Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua frequência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de “fazer igreja”.

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O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de “o guru do crescimento da igreja”, diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a ideia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?

Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é “loucura para os que se perdem” e que Cristo é uma “pedra de tropeço e rocha de ofensa” (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).

Megaigrejas adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds.

Megaigrejas adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds.

Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.

Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens frequentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.

Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livro The Little Church Went to Market(A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographicsreconhece que as pessoas estão:

…procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada “Espírito Santo” ou “Consciência Cósmica” ou o “Verdadeiro Eu”. É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de “indústria da experiência” (pp. 20-21).

Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas “igrejas ao gosto do freguês” (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de “desigrejados” juntando-se à igreja.

Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de “desigrejados” que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intitulado Willow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os “desigrejados”, que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que frequentam os cultos de Willow Creek.

O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos.

O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos.

Se essa percentagem é típica entre igrejas “ao gosto do freguês”, o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para “desigrejados”. Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair “João e Maria”, fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem frequentando a “igreja ao gosto do freguês”, evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que “João e Maria” continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visãopsicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.

A maior parte dos que frequentam as “igrejas ao gosto do freguês” professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, “alimento” contaminado com “falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam” (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente. [Com informações de Chamada]

Lembrando, que a Bíblia Sagrada é a verdade!

Porque, eis que, na CIDADE QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, COMEÇO A CASTIGAR; e ficareis vós totalmente impunes? Não, não ficareis impunes, porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o SENHOR dos Exércitos. (Jeremias 25:29) – E disse-lhe o SENHOR: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, e jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e COMEÇAI PELO MEU SANTUÁRIO. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa. E disse-lhes: Contaminai a casa, e enchei os átrios de mortos, e saí. E saíram e feriram na cidade. (Ezequiel 9:4-7)

“Aqui vemos que a igreja – o santuário do SENHOR DEUS – foi a primeira a sentir o golpe da ira do ETERNO DEUS. Os homens mais velhos, a quem o SENHOR DEUS havia concedido grande luz e que tinham permanecido como guardiães dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Esses cães mudos que não sabem ladrar são aqueles que sentem a justa vingança de um DEUS ofendido”. (Testimonies, vol. 5, p. 211.3)

Estas palavras serão literalmente cumpridas. . .”

– “Sobre aqueles que se gabam de sua luz, e contudo deixam de andar nela, o SENHOR JESUS CRISTO declara: ‘Pois Eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Capernaum [igreja do Sistema Protestante, que têm tido grande luz], que te ergues até aos céus [em termos de privilégios], serás abatida até aos infernos. . . Farei também a esta casa, que se chama pelo Meu nome, na qual confiais, e a este lugar, que vos dei a vós e a vossos pais, como fiz a Silo. E vos arrojarei da Minha presença. . .

– Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho do SENHOR DEUS? (I Pedro 4:17)

QUE O SENHOR NOSSO DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE TODOS NÓS!!

POR: Daniel Araújo

Daniel Araújo

Daniel Araújo é carioca, Escritor cristão, Colunista do site Apocalipse News, Evangelista, escreve e sintetiza sobre diversos temas bíblicos entre outros assuntos. Casado, pai de uma linda menina, é membro do Ministério Irmãos do Rei – A Batalha Final.

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